Mostrando postagens com marcador liturgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liturgia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de março de 2015

Zelando pela liturgia do culto - Herança Metodista

Domingo passado (15.03) participei do culto matutino da Igreja Metodista Central de Campinas. A liturgia, muito bem preparada e conforme a tradição metodista, foi dirigida pelo irmão Carlos Trúcios (presidente da SMJ). Quero parabenizar o ministério de liturgia da igreja local na pessoa do Carlos, pois dentre as várias heranças do metodismo histórico estão preservando os momentos litúrgicos da adoração, confissão, louvor, edificação e dedicação. 

Foi um culto leve, alegre e participativo. Dentre as várias participações ressalto o Coral, o Grupo de Louvor e o momento das crianças. Não defendo o tradicionalismo (repetir o jeito de se fazer sem reflexão e adaptação, mas sim a tradição (nossa herança, que atualizada tem muito de nossa identidade teológica e pastoral. Parabenizo, também, o Rev. André Pires de Souza, pastor titular, por franquear o púlpito à este ministério.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

TEMPO de reflexão, arrependimento e conserto.

Na postagem de 14 de fevereiro, partilhei sobre a história do período litúrgico da Quaresma, respondendo à pergunta: Quaresma por causa do carnaval ou carnaval por causa da Quaresma? 

A proposta do texto foi mostrar que por falta de conhecimento ou até mesmo por preconceito ao catolicismo, muitos evangélicos desperdiçam a oportunidade de experienciar este momento litúrgico proporcionado pelo Calendário Cristão.

Como vimos no post citado acima, a proposta de se preparar melhor para a celebração da maior festa do cristianismo, a PÁSCOA, é algo muito antigo e antecede a qualquer divisão entre catolicismo e protestantismo. Isto já era comum entre as comunidades cristãs bem antes da Reforma Protestante.

Uma das marcas deste período litúrgico é o arrependimento (reconhecimento do erro e mudança de atitude).  Somos convidados a arrepender-nos de nossas faltas e pecados, porém, não se esquecendo do que o Senhor ordena - que nossa espiritualidade ultrapasse a mera contemplação e desemboque em atitudes práticas para a promoção da vida. 

A Quaresma, portanto, não é uma experiência de arrependimento superficial, como fazem muitos que apenas se abstêm de alguns alimentos ou não realizam algumas atividades. Este período é sobretudo um momento radical de vivência com o Senhor. À luz das palavras do profeta Miquéias, podemos melhor compreender o sentido deste período. Ele cobrou atitudes práticas do povo, negando a possibilidade dessas atitudes serem apenas ritualísticas.
“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é que o Senhor pede de ti, se não que pratique a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6:8). 
Vários outros profetas e escritores bíblicos, bem como, o próprio Senhor Jesus Cristo mostrou este caminho. 
“Porque vos digo que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino do Céus” (Mt 5:20).
Vamos aproveitar este período litúrgico para refletir melhor sobre nossas atitudes. Há uma frase de Oscar Wilde, um escritor e dramaturgo irlandês que se tornou muito famoso em Londres na última década do século XIX, que me chama muito a atenção e provoca uma profunda reflexão.
“Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter” (Oscar Wilde).
É importante refletirmos sobre nossa caminhada cristã, pois nem sempre a "VIDA COMO ELA É", é a "VIDA QUE PARECE SER". Que nossa espiritualidade ultrapasse a mera aparência e apresente nosso caráter regenerado pela graça de Deus. 

Desejo que a frase dita por Luther King seja uma verdade em minha vida. Convido você a buscar isso também. 
"Não fiz o melhor, mas fiz tudo para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas não sou o que era antes" (Martin Luther King).
Desejo-lhe um bom período de reflexão, arrependimento e conserto. Paz!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

UNIDOS NA LEITURA DA PALAVRA - uma breve reflexão sobre o Lecionário Cristão

Reconhecendo que muitos leitores deste blog, bem como alguns telespectadores do meu canal no youtube possam não entender o porque utilizo e cito nas liturgias dos cultos e em meus sermões o Lecionário Comum, aproveito este espaço para de forma pedagógica apresentar-lhes esta importante metodologia de leitura e reflexão da Palavra de Deus.

 O Lecionário é uma lista de textos das Escrituras Sagradas (chamadas lectio – leitura) recomendadas para leitura em um dia em particular. Convencionou-se a utilização de quatro leituras principais, a saber: uma leitura do Antigo Testamento (Bíblia Hebraica), um Salmo, uma leitura das epístolas e uma leitura dos Evangelhos.

A seleção dos textos é feita com o objetivo de possibilitar uma leitura panorâmica da Bíblia, em três anos. Onde a ordem obedece uma seqüência inspirada nos evangelhos, privilegiando, no ano A, o Evangelho de Mateus; no ano B, o de Marcos; no C, o de Lucas; e o Evangelho de João é reservado para  as datas festivas, tais como Natal e Páscoa.


Sua organização leva em conta o Ano Litúrgico. Desde muito cedo na história da igreja, elaborou-se um calendário específico que não simplesmente contasse o tempo de acordo com as estações naturais, mas que baseado nas “estações” da vida de Cristo auxiliasse os cristãos no conhecimento do propósito de Deus para a humanidade.

A vantagem em se ter um plano de leitura da Bíblia na preparação da liturgia e da pregação é que não se omite temas e textos importantes da Palavra de Deus. Quando não se tem um plano de leitura, corre-se o risco do culto e da pregação se tornarem reféns das demandas do cotidiano ou até mesmo do humor daqueles que ministram. Porém, não significa que devamos ignorar as demandas do presente, mas sim, nos negarmos a ser reféns delas. Nossa mensagem é maior.

Cabe, portanto, ao pregador e aos responsáveis pela liturgia a sensibilidade do quando se deve romper com as leituras do Lecionário para responder à necessidades mais emergentes. O equilíbrio e o bom senso podem ser bons companheiros nesta decisão.


Seguir o Calendário Litúrgico, bem como, as propostas de leituras do Lecionário Comum, é manter-se em sincronia e unidade com o resto do Corpo de Cristo espalhado por toda a Terra. Pois os mesmos textos lidos e pregados em nossos cultos dominicais, serão utilizados nos cultos de muitas outras igrejas espalhadas pelo mundo.

Além de utilizar esta metodologia, sou um incentivador para que outros também o façam. Creio piamente que unidos na leitura da Palavra, poderemos nos capacitar melhor para a realização de nossa missão... pregar as BOAS NOVAS. A Faculdade de Teologia da Igreja Metodista publica todos os anos uma agenda, intitulada anuário litúrgico, que apresenta as leituras bíblicas dominicais propostas pelo Lecionário Comum, bem como todas as indicações do Calendário Litúrgico.

Se conseguirmos ler a Bíblia de forma mais comum e conjuntamente, preparando estudos e sermões que possam ser  socializados, poderemos nos afinar mais como cristãos e romper com boa parte de nossos preconceitos e divisionismos. Como pode o Corpo de Cristo estar tão dividido? Uma das possibilidades de iniciar um plano de restauração da unidade é nos propormos a ler a Santa Palavra de forma mais uníssona... o Lecionário é uma possibilidade.

Desejo que unidos na leitura da Palavra nós cresçamos em unidade.  

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Quaresma por causa do Carnaval ou Carnaval por causa da Quaresma? Vamos refletir?


Estamos iniciando o período do  CARNAVAL - festa popular com grande repercussão nacional e internacional, onde muitas pessoas liberam suas libidos de forma exagerada. Nestes poucos dias que precedem à quarta-feira (de cinzas), procuram viver intensamente um momento de alegria. Na mentalidade de alguns está claro que podem "liberar geral", pois, depois pediram perdão e poderão se redimir através de atos de "flagelo".


Diante desta mentalidade, muitos não conhecendo a história, acreditam que o TEMPO DA QUARESMA foi inventado para que as pessoas se redimissem de suas falhas e exageros no tempo do carnaval. Isto não é verdade. Por outro lado, nós evangélicos/protestantes/crentes (seja qual for a nomenclatura que você utilize) por falta de conhecimento e até mesmo por preconceito ao catolicismo, perdemos a oportunidade de experimentar com maior profundidade este momento litúrgico impar proporcionado pelo Calendário Cristão.

Vejamos um pouco da história.

A proposta de se preparar melhor para a celebração da maior festa do cristianismo, a PÁSCOA, é algo muito antigo, que antecede a qualquer divisão entre catolicismo e protestantismo. Isto já era comum entre as comunidades cristãs primitivas, que realizavam uma reunião no primeiro dia de cada semana (domingo – Dia do Senhor) para se celebrar a memória de Jesus Cristo (Santa Ceia). Devemos nos lembrar que o Culto Cristão nasceu em torno dessa “Páscoa Semanal”.

Por volta do século II, influenciados pelo judaísmo, os cristãos passaram a celebrar a Páscoa anualmente. No século III iniciou-se a tradição de se reviver a última semana de Jesus (Semana Santa), antes de se celebrar a Páscoa. Mas foi no século IV, que a igreja elaborou um período mais longo de preparação para esta festa (Páscoa). Inspirados no valor simbólico do número quarenta (40 anos no deserto, 40 dias de Moisés no Monte Sinai, 40 dias das andanças de Elias até a montanha de Deus, 40 dias que Jesus jejuou no deserto), a igreja assumiu os quarenta dias que precedem a Semana Santa como um momento especial de preparação. Momento oportuno para reflexão, confissão e jejum.

Infelizmente, a partir do século XI, surgiram algumas festas nos dias que antecediam à quarta-feira de cinzas com o intuito de promover os prazeres da carne, já que passariam por um período longo de jejum e abstinências se preparando para páscoa. Daí, a palavra "carnaval", sendo que "carnis" do grego carne e "valles" prazeres.

É importante se destacar que não foi a quarta-feira de cinzas ou a quaresma que surgiram por causa do carnaval, mas sim o carnaval que surgiu como um desvio da proposta litúrgica do povo de Deus. Os quarenta dias de preparação (QUARESMA) ainda que seja um tempo de introspecção, não deve ser transformado num período de contemplação alienante. Deve-se tomar cuidado também para, também, não transformar este momento numa experiência de arrependimento superficial, como fazem muitos que apenas não comem carne ou não cortam o cabelo. Este deve ser, sobretudo, um período radical de vivência com o Senhor.

À luz das palavras do profeta Miquéias, podemos melhor compreender o sentido do período Quaresmal. Miquéias fala ao povo em tom de restauração da aliança. Ele cobra atitudes práticas do povo e nega a possibilidade dessas atitudes serem apenas ritualísticas. O que Deus quer do Seu povo são atitudes de vida. “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é que o Senhor pede de ti, se não que pratique a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus.” (Mq 6:8).

A Quaresma é o período, no calendário cristão, em que o Povo de Deus busca arrepender-se de suas faltas e pecados, porém não se esquecendo do que o Senhor nos ordena - que nossa espiritualidade ultrapasse a mera contemplação e desemboque em atitudes práticas para a promoção da vida. Vários outros profetas e escritores bíblicos, bem como, o próprio Senhor Jesus Cristo mostrou este caminho. “Porque vos digo que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino do Céus” (Mt 5:20).

Assim como nos preparamos para uma grande festa de aniversário ou casamento, somos convidados nestes 40 dias que antecedem a Semana Santa a nos prepararmos física, emocional e espiritualmente para celebrar a ressurreição de nosso Senhor. A Quaresma não é uma propriedade do catolicismo, mas sim de todos os cristãos que afinados à tradição dos primeiros séculos, superam todo o preconceito para orar, jejuar e se preparar para a PÁSCOA. Nossa Quaresma não é porque pecamos festejando o CARNAVAL (prazeres da carne), mas sim, porque reconhecemos nossas limitações e mazelas e queremos nos santificar em Cristo Jesus, aquele que ressurgiu dos mortos.

Escrevo estas palavras com carinho pastoral, sem desejo de polêmicas.


No amor de Cristo

sábado, 17 de agosto de 2013

ESCOLA DOMINICAL - paráfrase do salmo 122

1.     Alegrei-me quando me disseram: Vamos à  Escola Dominical.
2.     Os nossos pés estão parados dentro das tuas salas, ó grande escola!  
3.     Escola que começou pequena, mas agora é a maior do mundo.
4.     Escola onde participam pessoas de várias idades, pessoas que amam o Senhor e que dão testemunho por onde passam no desejo de agradá-lo.
5.     Nesta escola temos professores dedicados e alunos aplicados, povo que ama o Senhor.
6.     Orai pela paz na Escola Dominical! Sejam prósperos todos os seus alunos.
7.     Haja paz na igreja e prosperidade para a Escola Dominical.
8.     Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz na igreja. 
9.     Por causa da Casa do Senhor nosso Deus, buscarei o teu bem ó grande escola.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...