sábado, 7 de dezembro de 2013

Dia da Bíblia..."BÍBLIA - UM LIVRO FEITO EM MUTIRÃO SOB A SALVADORA MÃO DE DEUS" (Carlos Mesters)

Por ocasião da celebração do Dia da Bíblia a realizar-se no próximo domingo,08.12, compartilho com vocês um texto de Carlos Mesters, adaptado por Roséte de Andrade. Em poucas palavras e numa linguagem bem acessível, Mesters nos introduz no mundo da BÌBLIA. Este pequeno opusculo contém material de reflexão para um curso de introdução à Bíblia. Vale a pena investir um tempo para ler o texto.

BÍBLIA - UM LIVRO FEITO EM MUTIRÃO SOB A SALVADORA MÃO DE DEUS

1 - QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?
Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia. Muita gente deu a sua contribuição: homens e mulheres; jovens e velhos; pais e mães de família; agricultores, pescadores e operários de várias profissões; gente instruída que sabia ler e escrever e gente simples que só sabia contar histórias: gente viajada e gente que nunca saiu de casa; sacerdotes e profetas, reis e pastores, apóstolos e evangelistas.

Era gente de todas as classes, mas todos convertidos e unidos na mesma preocupação de construir um povo irmão, onde reinassem a fé e a justiça, o amor e a fraternidade, a verdade e a fidelidade, e onde não houvesse opressor nem oprimido.

Todos deram a sua colaboração, cada um do seu jeito. Todos foram professores e alunos uns dos outros. Mas aqui e acolá, a gente ainda percebe que nem sempre foi fácil. Alguns às vezes, puxavam a brasa um pouquinho para o seu lado.

2 - QUANDO FOI ESCRITA A BÍBLIA?
A Bíblia não foi escrita de uma só vez. Levou tempo, muito tempo, mais de mil anos. Começou em torno do ano 1250 antes de Cristo, e o ponto final só foi colocado cem anos depois do nascimento de Jesus.

PRÓXIMO DOMINGO É O DIA DA BÍBLIA

Aproveitando que o próximo domingo, 08.12, é o Dia da Bíblia compartilho com você a foto abaixo que apresenta seu histórico. Na IMCC realizaremos uma celebração especial no culto matutino. Iniciaremos às 9h. Você é convidado.

Clique na foto e leia o histórico.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

MAIS QUE UMA IGREJA NO MEIO DA CIDADE, PRECISAMOS TER UMA CIDADE NO MEIO DA IGREJA... NO CENTRO DE SUAS ATENÇÕES E AÇÕES!!!

Ontem à tarde quando me dirigia para a Igreja (IMCC), em meio a toda a agitação e barulho do calçadão Treze de Maio, para cessar minha curiosidade entrei na Catedral Metropolitana de Campinas. Era 15h30 e o templo estava cheio. Algumas mulheres estavam ministrando o louvor (vários cânticos) e orando em favor das pessoas. Se entendi bem, era uma reunião sob a responsabilidade da Pastoral da Saúde e da Pastoral da Oração. 

Os cânticos e as mensagens entre eles eram muito parecidos com as que se entoam nas igrejas evangélicas. Baseado no discurso, só era possível perceber que se tratava de uma celebração católica quando a ministrante ao final de uma das orações rogou em nome de Jesus e de Maria, Imaculada Conceição. Em meio a tanto falatório das propagandas das lojas, aquele templo se tornava um oásis para os transeuntes. Muitas pessoas emocionadas participavam com fervor daqueles momentos de oração. Bom seria se tivéssemos condições de abrir diariamente nossos templos para acolher os caminhantes e ministrar em suas vidas. 

Na IMCC temos experimentado um pouco disso nas terças-feiras no horário do almoço. De fato, as pessoas estão sedentas por um tempo de quietude e fé. Que nossos templos sejam mais que prédios tombados como Patrimônio Histórico do município. Que sejam espaços missionários para a promoção da vida... VIDA ABUNDANTE... vida que começa aqui, mas transcende para a eternidade. Como precisamos aprender sobre PASTORAL URBANA... sobre ser igreja relevante no meio da “URBE” (cidade). A começar por mim... por você... nossas comunidades de fé.

O metodista sul-africano, NELSON MANDELA, descansa no SENHOR - Algumas frases

Nesta quinta-feira, 5 de dezembro de 2013, o mundo sofre uma grande perda. Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e o maior líder na luta contra a segregação racial, descansou de sua jornada terrena.

Ele faleceu aos 95 anos de idade, deixando para toda a humanidade um legado de luta em favor da dignificação de todas as pessoas, independente da raça, cor, credo, religião, sexo, classe, casta ou qualquer outra característica social.

Porque lutava contra a segregação racial na África do Sul ele passou 27 anos na prisão. Depois de toda sua pena, tornou-se presidente de seu país (1994 a 1999). Deixo aqui algumas frases deste valoroso homem, que foi capaz de levar sua nação à superação do sentimento de ódio e experimentar o perdão que constrói uma nova sociedade. Frases coletadas na internet.

FRASES DE NELSON MANDELA

Sobre sua detenção: "Lutarei contra o governo junto com vocês, polegada a polegada e milha a milha, até que conquistemos a vitória. O que vocês farão? Se somarão ou vão cooperar com o governo em seus esforços para reprimir as reivindicações e as aspirações do nosso povo? Da minha parte, já fiz minha escolha. Não abandonarei a África do Sul, nem me entregarei. Somente com dificuldades, sacrifício e ação militante se pode conquistar a liberdade. A luta é minha vida. Seguirei lutando pela minha liberdade até o fim dos meus dias". (Declaração à imprensa, "A luta é minha vida", 26 de junho de 1961)

Sobre o trabalho: "A queixa dos africanos não é apenas que são pobres e os brancos ricos, mas que as leis feitas pelos brancos têm o objetivo de preservar essa situação. Há duas maneiras de deixar a pobreza. A primeira é através da educação formal e a segunda quando o trabalhador adquire maior conhecimento em seu trabalho e, assim, um salário mais alto".(Declaração em juízo, Pretória, 20 de abril de 1964)

Sobre o apartheid: "Permanecerá para sempre como uma mancha que não será apagada da história da humanidade o mero fato de que o crime do apartheid ocorreu. Sem dúvida as gerações futuras perguntarão: 'Que erro se cometeu para que esse sistema pudesse vigorar depois de ter sido aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos? Permanecerá para sempre como uma acusação e um desafio a todos os homens e mulheres o fato de que demoramos tanto tempo para bater o pé e dizer 'já basta'". (Discurso ante o Comitê Especial das Nações Unidas contra o Apartheid, 22 de junho de 1990)

Reconciliação na África do Sul: "Muitas pessoas se mostraram céticas sobre a nossa capacidade de tornar realidade o ideal de uma nação multirracial. Mas reafirmemos uma vez mais que não é a nossa diversidade que nos divide, não são nossas características étnicas, a religião ou a cultura que nos divide. Desde que conquistamos a liberdade, só há uma divisão entre nós: entre os que levam a democracia no coração e os que não!" (Durban, 16 de abril de 1999)


Construção da paz: "A paz não é simplesmente a ausência de conflito, a paz é criação de um entorno em que todos possamos prosperar, independentemente de raça, cor, credo, religião, sexo, classe, casta ou qualquer outra característica social que nos distinga. A religião, as características étnicas, o idioma e as práticas sociais e culturais são elementos que enriquecem a civilização humana, que se somam à riqueza de nossa diversidade. Por que deixar que se convertam em causa de divisão e violência? Estaríamos degradando nossa humanidade comum se permitirmos que isso ocorra". (Nova Délhi, Índia, 31 de janeiro de 2004)

ENCERRAMENTO - Curso de Artesanato - IMCC & ABC


 



Ontem, encerramos o curso de artesanato que realizamos em nossa igreja local. Este curso é promovido pela Associação Beneficente Campineira (ABC), braço social de nossa igreja. Todas as quartas-feiras às 14h iniciávamos o encontro com um momento devocional. Sob a coordenação da irmã Rejane Aredes cantávamos, orávamos e estudávamos a Palavra de Deus. Dividíamos a responsabilidade da reflexão bíblica entre ela, eu, Pra. Rosana e irmã Zuleika. Foram momentos de grande enlevo espiritual.






Após o momento celebrativo no templo, nos dirigíamos para o salão social, onde eram ministrados os cursos. Num espaço de fraternidade e respeito, professoras e alunas construíram bons relacionamentos enquanto trabalhavam. Mulheres das mais variadas idades e de vários pontos da cidade se reuniam em torno de um propósito único, ensinar e aprender artesanato.




Algo que me chamou a atenção foram os testemunhos compartilhados tanto no encerramento do primeiro semestre, quanto neste. A fala que ecoava, era: “eu estava com depressão e quando comecei a participar das aulas de artesanato eu melhorei”. Além da função educativa e cultural, as aulas se tornaram espaços terapêuticos para muitas mulheres. Vejo nisto uma verdadeira promoção social. Ação que valoriza o ser humano em sua integralidade.

A mais jovem e a mais idosa de nossas alunas

Parabéns a todas as professoras e alunas do artesanato. Desejamos um feliz natal e um próspero ano novo. Que 2014 seja repleto de bênçãos e alegrias.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

VELAS DO ADVENTO (COROA)... Ensinando as crianças e a igreja (significado simbólico deste ato)

Ontem em nosso culto vespertino aproveitei a data, 1º Domingo do Advento, para explicar para as crianças o significado das velas do advento. Este é um período do calendário litúrgico em que o povo de Deus celebra a expectativa da chegada do Messias.
Um dos símbolos utilizados para marcar este tempo de espera é acender uma das velas no 4º domingo que antecede ao natal, depois duas velas no 3º, três no 2º, até que no domingo que antecede o natal as quatro velas estão acesas.
Este é um marco simbólico para a chegada do natal, ou seja, o nascimento do nosso salvador. No natal, acendemos as quatro velas e mais uma vela no centro. Símbolos são importantes para nossa compreensão de valores que não se explicam pela razão.
Longe de todo o preconceito com velas que o protestantismo possa ter adquirido no decorrer dos tempos, façamos uso deste simbolismo tão bonito e emblemático. Aproveitei este momento do culto para uma ação pedagógica com as crianças e muitos adultos.
Ainda que tivéssemos poucas pessoas em nosso templo, devido a viagem do coral jovem e seus familiares para Americana, foi uma celebração significativa com a presença de muitas crianças.

O Mandarim – história da infância da UNICAMP

No dia 31 de outubro de 2013 recebi das mãos do Prof. Edison Lins um exemplar do livro “O Mandarim – história da infância da UNICAMP” com dedicatória do Prof. Dr. José Tadeu Jorge atual reitor da UNICAMP.

Desde então, iniciei uma interessante viagem ao passado, através da narrativa de Eustáquio Gomes, jornalista e escritor que coordenou a área da comunicação e imprensa da UNICAMP durante décadas.

O texto escrito em estilo jornalístico apresenta uma breve biografia de Zeferino Vaz (1908-1981) principal protagonista da estruturação e consolidação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.


Zeferino é apresentado como um hábil administrador que se aproveitou de sua proximidade com o governo militar, para injetar muito dinheiro na realização de seu projeto de universidade. Com autonomia de pensamento e sem defender claramente uma ideologia política, ele era defendido por alguns e combatido por outros. Apesar da proximidade com os militares ele permitia a circulação de livros marxistas no campus. Ele não se preocupava com a posição ideológico-política de seus contratados, desde que fossem competentes em suas funções.

Além do livro apresentar o legado de Zeferino à UNICAMP, oferece também uma breve história dos outros protagonistas que de uma maneira ou de outra influenciaram esta renomada escola. Em tempos difíceis e de muita pressão, nasceu a UNICAMP.

Para mim foi uma leitura fascinante.

Obrigado Edison Lins pelo presente.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS 2013... uma reflexão diferente

Hoje, muitas pessoas das mais variadas regiões de nosso planeta estarão celebrando o “Dia de Ação de Graças”. Neste dia quero apresentar uma reflexão diferente das que fiz em anos anteriores. Quero falar sobre o importante exercício de confiar que Deus está no controle de nossa vida, mesmo quando acontecem coisas que não gostaríamos. Quando o escritor bíblico nos afirma que devemos dar graças por tudo (1Ts 5:18), nem sempre levamos a sério. Gostamos mesmo é de testemunhar sobre bênçãos recebidas, milagres experimentados, sonhos realizados e nossa vontade cumprida. Mas quando coisas contrárias ao nosso querer acontecem, não nos sentimos à vontade para agradecer os cuidados de Deus. Ainda que repitamos por diversas vezes a oração que o SENHOR nos ensinou, “seja feita a Tua vontade”, reclamamos quando esta vontade contraria a nossa. Em determinados momentos queremos ser a medida de nós mesmos. Para vencer a tentação de avaliar a ação de Deus em nossa vida somente quando acontecem as coisas que gostamos, necessitamos desenvolver uma vida cristã íntegra. É a integridade (inteireza) que permite a um cristão reconhecer que a vontade soberana de Deus pode contrariar a vontade humana. Deus está no controle de tudo. Ele é quem permite que as coisas aconteçam. Pensando sobre isso, me veio à mente a experiência de Jó. Ele agiu com integridade todo o tempo de sua vida. Destaco especialmente o momento em que sua esposa desiste desta lógica e lhe convida a amaldiçoar a Deus. Para mim a resposta de Jó é emblemática. Ele vai dizer que confiava plenamente (integralmente) em Deus. Ele, o SENHOR, pode todas as coisas e as faz conforme o seu querer. Ele chama a atenção da esposa, dizendo que ela só aceitava as coisas de Deus quando estas lhe agradavam. O cristão verdadeiramente íntegro, jamais abandona sua fé em DEUS como o SENHOR da história. Talvez você também esteja passando por momentos difíceis de aceitar que seja vontade de Deus, por estar contrariando a sua vontade. Convido-o, então, a um exercício de fé. Isto só será possível se você assumir uma postura íntegra diante de Deus e dos homens. Que ao fazer a retrospectiva deste ano e deparar-se com algumas frustrações, você possa agradecer a Deus e não maldizer. Como nos afirma o cântico: “Por tudo o que tens feito e por tudo que vais fazer... te agradeço”. Tenhamos um coração grato. Desejo que você seja mais parecido com Jó do que com sua esposa. Que sua atitude de gratidão não seja refém de seus desejos cumpridos, mas sim, fruto de uma confiança plena em Deus. Seja uma pessoa íntegra e viva uma fé integral.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SERMÃO: “MAIS QUE DISCURSOS... ATITUDES MAIS QUE PALAVRAS... PRÁTICA MAIS QUE RITOS... VIDA”


“MAIS QUE DISCURSOS... ATITUDES; MAIS QUE PALAVRAS... PRÁTICA; MAIS QUE RITOS... VIDA”

INTRODUÇÃO:

Queridos irmãos e irmãs escolhi o texto de Oséias 5.15 – 6.6.

O texto nos alerta para o fato de que Deus prefere a misericórdia ao invés do sacrifício. Ele questiona a religiosidade superficial, as atitudes externas (liturgias e ritos) que não representam o verdadeiro sentimento do coração.

PORTANTO, convido-os a refletir sobre o discurso e a prática. Como cristãos, nossa prática deve ser condizente ao nosso discurso. De nada adianta elaborarmos discursos e liturgias sobre os preceitos divinos, muito bem elaborados teologicamente, se não vivermos de forma condizentes a eles. Serão meras palavras.

O texto de Oséias 6,3-6 é de grande valia para a nossa reflexão. Pois como metodistas, um dos pontos de nossa teologia é o equilíbrio entre os Atos de Piedade (relação vertical – nós e Deus) e as Obras de Misericórdia (relação horizontal – nós e o próximo).

Portanto, convido-os neste instante a refletirmos sobre este texto bíblico.

Ouçamos a leitura do texto sagrado.

TEXTO: Oséias 5,15-6,6
15 Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, cedo me buscarão, dizendo:

1 Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.
2 Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos diante dele.
3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
4 Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.
5 Por isso, os abati por meio dos profetas; pela palavra da minha boca, os matei; e os meus juízos sairão como a luz.
6 Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

CONTEXTO
Oseias exerceu o seu ministério profético no reino do Norte (Israel), a partir de 750 a.C., numa época de grande conturbação.

sábado, 16 de novembro de 2013

FILME: A vida é bela (La vita è bela) – refletindo sobre resiliência


Neste feriado, 15 de novembro de 2013 - Dia da proclamação da Republica no Brasil, dentre outras coisas assisti, mais uma vez, o filme “La vita è bela” (A Vida É Bela). Esta é uma comédia dramática, de 1997 dirigida e protagonizada por Roberto Benigni. Não assisti por um acaso. Não foi por estar passeando pelos canais da TV à cabo. Eu coloquei o DVD que tenho em casa. Eu me propus a assisti-lo porque gostaria de relembrar a forma fantasiosa e fantástica que o protagonista principal (Guido Orefice) comunicava a seu filho (Giosuè Orefice) as situações difíceis do Campo de Concentração.

A primeira parte da história acontece na cidade de Toscânia, na Itália. Guido chega à cidade para encontrar seu tio e então começam a acontecer as coisas mais hilárias com ele e com as pessoas à sua volta. A primeira delas é quando Dora (Nicoletta Braschi) cai do primeiro andar do celeiro bem em cima dele. Ele nem imaginava que se tornaria o seu grande amor. A frase dita naquele momento e que torna-se emblemática no filme é Buongiorno principessa (Bom dia princesa)!
Depois disso muitos outros episódios mostram a forma embaraçosa e divertida que os dois se encontravam, até que ela aceitou o pedido de namoro dele. Logo após já aparece os dois casados e com um filhinho. A história teria de tudo para terminar por aí e com a frase “viveram felizes para sempre”. Porém, o enredo da história foi mudada, assim como em nossa vida algumas coisas nos forçam a mudar de rota.

Como a história acontece em plena 2ª Guerra mundial, Guido que era filho de judeus foi levado para um campo de concentração nazista, juntamente com seu tio e filho. Sua esposa ao saber disso, foi até o general responsável e pediu para ir com eles, mesmo não sendo uma judia. Lá no campo homens e mulheres não tinham contato, portanto, eles nunca se encontraram.
Mas a beleza do filme e o que mais me encanta é ver a forma criativa e divertida com que Guido apresenta a seu filho este momento de grande adversidade. Ele faz seu filho acreditar que eles estavam participando de uma grande gincana e que cada brincadeira vencida as pessoas ganhavam pontos. Quem ajuntasse mil pontos primeiro ganharia o prêmio: um tanque de guerra de verdade. Mesmo diante da situação difícil e das dúvidas de Giosué, Guido não desiste de animá-lo e protege-lo das dores e sofrimentos daquele lugar horrível.

A atuação de Roberto Benigni é surpreendente e magistral, tanto como diretor quanto como ator. O que me encanta em seu papel é a capacidade de criar alternativas de alívio e superação diante das adversidades. Há algum tempo atrás tive a oportunidade de escrever um artigo a quatro mãos com meu amigo e companheiro de ministério pastoral, Rev. Márcio Divino de Oliveira, sobre resiliência.
Este termo vem da física e corresponde a capacidade de um material sofrer tensão e depois se recuperar ao estado normal. Nas ciências humanas o termo tem sido utilizado como a capacidade do ser humano de superar experiências adversas. Mais do que simplesmente significar a capacidade de superação dessas experiências, o termo abrange todo o processo de enfrentamento, vitória, fortalecimento e transformação diante da adversidade.

Em nosso artigo defendemos a ideia de que a fé cristã, como portadora de horizontes de sentido existencial e últimos, pode despertar resiliência nas pessoas que estejam passando por sofrimento, provendo-lhes esperança realista frente aos dramas que as atingem.


Quando reflito sobre a história de Guido e sua família, vejo que o seu olhar é quem mudava as realidades e permitia uma experiência de resiliência. Nossa forma de olhar para as coisas pode definir a força das mesmas sobre nós. Para um pessimista a pressão será diferente da de um otimista. As lentes que usamos para olhar para a vida e suas adversidades definem nossa capacidade de reação e recuperação (resiliência).
A fé, calcada na esperança de que Deus está conosco e nos auxilia nos tempos difíceis, deve ser os óculos que o cristão usa nos tempos de adversidades. A fé cristã é um importante instrumento de resiliência para os tempos difíceis. Em minha reflexão pessoal coloco o Guido como um paradigma a ser seguido. A diferença é que no caso dele sua própria estrutura psíquica lhe ajudava nisso, mas para nós cristãos que tenhamos uma estrutura diferente, a experiência da fé nos ajuda na superação. Nos torna pessoas mais resilientes.

Gosto muito deste filme e o indico para você. Ele marcou muito minha vida pois a primeira vez que o assisti eu estava na UTI de um hospital com pneumonia intersticial por H1N1 (Gripe Suína). Este filme, indicado e emprestado pelo diretor clínico da UTI, me ajudou a olhar para a situação que estava vivendo naquele lugar por um prisma diferente. Desde então, me exercito na tarefa de agir com criatividade e fé nos momentos difíceis da caminhada. Assistir ao filme é um momento prazeroso de reavivar esta ideia em minha mente.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Quando a ansiedade nos tira o sono...

Queridos irmãos e irmãs, graça e paz!

Quantas vezes passamos a noite em claro. Rolamos de um lado para o outro. Nossa mente parece não se desligar um só segundo. Não conseguimos nos relaxar para dormir. E se o fazemos, é por pouco tempo. E acaba sendo uma noite mal dormida.

Na grande maioria das vezes o que nos tem feito perder o sono, são as preocupações do dia a dia. A ansiedade, que toma conta do nosso viver a ponto de nos transformar em verdadeiros escravos. Perdemos o domínio sobre nossa própria vida.

Quem pode afirmar que nunca se preocupou com algo a ponto de perder o sono? Acredito que todos nós já experimentamos, em maior ou menor intensidade, isto. Uma ansiedade que nos perturba ao ponto de não nos permitir concentrarmos em mais nada. Nem mesmo em nosso descanso. Algo tão necessário e salutar.

O Apóstolo Pedro afirmou: “...lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”(1Pe 5:7). Somos convidados pelo apóstolo a entregarmos a Jesus Cristo todas as nossas preocupações e ansiedades. Ele, o Senhor de todas as coisas, pode e quer nos ajudar.

Quando a ansiedade nos tirar o sono, que possamos nos exercitar mais e mais nesta tarefa: confiança plena em Deus entregando nosso futuro em suas mãos. Desejo que todos nós possamos experimentar a bênção da confiança em Deus tal como Davi nos descreve: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, o Senhor cuida de mim”(Sl 4:8).

Orarei por você, ore também por mim.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Paulo Dias Nogueira

Estudo Biblico - Justina Battagin: "Jesus a nossa esperança"

Compartilho abaixo a reflexão proferida pela irmã Justina Battagin no dia 05 de novembro na reunião mensal da Sociedade Metodista de Mulheres (SMM) da Igreja Metodista Central de Campinas (IMCC). Na ocasião pedi-lhe o manuscrito, mas ela disse que pediria à sua neta Rebeca para digitar e me enviar. Agradeço à irmã Justina pela cessão e à Rebeca pela digitação. Espero que ao ler você possa ser edificado/a como o foram todos que participaram da reunião.
Rev. Paulo Dias Nogueira
JESUS NOSSA MAIOR ESPERANÇA

(I Timóteo 1:1; Jeremias 17:7; Salmo 71:5)

Esta é uma mensagem de esperança para a nossa alma. A caminhada cristã não é uma redoma de vidro nem uma estufa espiritual. Nós não estamos blindados nem imunes aos dramas da vida. Vivemos tempos turbulentos. As nuvens escuras das provações e os vales profundos da dor não poucas vezes assolam nosso peito. Nessas horas, o coração é assaltado pelo medo.
Para onde olhar na hora da crise?
Para onde correr na hora do aperto?
A única porta de escape que podemos encontrar nessas bifurcações difíceis da vida é Jesus. Ele é a nossa esperança. O dinheiro não pode ser refúgio seguro para nós. A nossa saúde não é um alicerce confiável para edificarmos sobre ela os nossos sonhos. O poder dos nossos braços não é suficiente para manter-nos em pé.
Nossos amigos não podem estar ao nosso lado nas noites escuras da alma. Nós precisamos de um refúgio verdadeiro. De um amigo verdadeiro. De uma esperança que não falha. Esta esperança é Jesus!
O mundo está marcado pela desesperança. Estamos sem esperança nos políticos, na educação. Quanto mais o mundo avança no conhecimento da ciência, mais as pessoas se afundam no desespero. As drogas escravizam a juventude. O alcoolismo assola as famílias. A violência transforma as cidades em campos de sangue.
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