terça-feira, 27 de agosto de 2013

Fatos & Fotos - Festividades de Agosto na IMCC - 99 anos de Vida e Missão

AGOSTO FOI TEMPO DE FESTA
IMCC - 99 anos de Vida e Missão
“Rumo ao Centenário”

Durante o mês de agosto a Igreja Metodista Central de Campinas (IMCC) realizou várias celebrações alusivas aos seus 99 anos de vida e missão. Foi um tempo de grande enlevo espiritual e muita festa. Deus falou conosco através de muitos corais e pregadores. Caminhamos agora RUMO AO CENTENÁRIO na expectativa de cumprir a missão que nos foi proposta. Tive oportunidade de registrar algumas anotações dos sermões proferidos que aproveito para dividir neste momento. Relembremos alguns momentos destas celebrações:

04.08.2013 – Culto Matutino: Especial Infantil

 
 

Foi realizada uma celebração especial com a participação das crianças da igreja. A liturgia elaborada pela Pastora Rosana contemplou cânticos infantis, peça teatral e uma história. No momento do sermão a pastora convidou todas as crianças para se achegarem próximas ao altar, onde ela mesma se sentou para contar uma história, intitulada: “Tudo que Deus faz é bom”. Preparando as crianças, bem como os adultos, para a celebração da Ceia do Senhor, ela concluiu afirmando que “Pão é Vida”. As crianças participaram primeiramente da mesa da comunhão, e depois, serviram os elementos à congregação. Foi uma Ceia muito festiva. Vale destacar que o templo estava todo enfeitado com motivos infantis. Quem entrava no ambiente de culto já percebia que havia algo de diferente.

04.08.2013 – Culto Vespertino: Recepção de novos membros

 
 
 


Neste culto tivemos a participação de todo o corpo pastoral da IMCC: Eu (pastor titular), Rev. Eber Borges da Costa (pastor coadjutor), Pastora Rosana Pires (pastora coadjutora), Rev. João de Campos Bicudo (pastor aposentado) e Revda. Deize Duarte Arruda Vieira (pastora licenciada). Acredito que este culto ficará marcado na memória de muitas pessoas e seus familiares, pois foi a celebração de seus compromissos com Cristo e sua igreja. O grupo de catecúmenos freqüentou um curso especial por quatro meses, estudando sobre os temas mais variados relacionados à fé cristã e ao metodismo. 

Vejamos a relação dos nomes: Batismo e Profissão de Fé - Bruna V. M. Gomes, Danielle Almeida Menezes, Isabela Belém Bronzatti, Júlia Belém Bronzatti e Rafaella Luvizatti Lacava; Confirmação e Profissão de Fé - Adayl Norberto Goés, Alysson Lane de Lima, Ana Luíza Barbosa Costa, Cauisa Garcia Ferreira, Kelly Lane de Lima, Kessia Lane de Lima, Larissa Ruffo Roberto Daruge, Letícia Ruffo Roberto Daruge, Letícia Soares Silva, Maria Fernanda P. Eberle, Rafael Bicudo e Sofia Arruda; Assunção de Votos - Andréa da Silva Rosa, Joyce Melo de Oliveira Vitor, Leda Cristina e Thiago Pereira Vitor; Transferência – IM do Estreito – SC - Fabiana de Lara Luvizetti Lacava e Hellen Luvizetti Lacava. 
O momento de edificação desta celebração ficou sob minha responsabilidade que compartilhei uma palavra pastoral direta aos catecúmenos, baseada no texto de Eclesiastes 9:1a – “Tudo quanto te vier as mãos para fazer, faze-o conforme as tuas forças”. Afirmei que o compromisso com o projeto de Deus deve ser feito com coerência e equilíbrio. Se levarmos em conta este texto, não iremos além de nossas forças, mas também não ficaremos aquém. Precisamos reconhecer as nossas forças (dons... talentos... capacidade) e usá-las proporcionalmente na obra do Senhor. Após toda a cerimônia de recepção dos novos membros celebramos a Ceia do Senhor. Foi um momento muito significativo.

11.08.2013 – Culto Matutino: Especial Dia dos Pais e Aniversário

 
 
 


Iniciamos o dia saboreando um delicioso café da manhã preparado pelo Ministério de Trabalho com Crianças em homenagem ao Dia dos Pais. No culto, novamente as crianças tiveram uma participação especial de homenagem através de uma linda encenação sobre a figura paterna na Bíblia. O pregador foi o Rev. Nicanor Lopes, Superintendente do Distrito de Campinas e ex-pastor da IMCC. O texto utilizado foi Lucas 12: 32-34 – “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. À luz do texto, o pregador compartilhou que este ensinamento vai na contramão do tempo presente. Distribuir os bens materiais, para acumular os espirituais, não parece ser a prática atual, nem mesmo entre os cristãos. A lógica do reino de Deus está na confiança plena em Deus e não na nossa força. A segurança está garantida porque o Senhor do reino assegurou. O desafio do texto é a valorizar o reino de Deus, mais que os nossos bens. Os bens se acabam, mas o reino de Deus jamais acabará. A IMCC foi desafiada a confiar plenamente nos cuidados deste Senhor. Senhor que a tem sustentado todo estes anos.

11.08.2013 – Culto Vespertino: Aniversário

 
 


Este culto, dirigido por mim, teve como pregador o Rev. Eber Borges da Costa, Diretor do Instituto Educacional Bispo Scilla Franco, atual coadjutor e ex-pastor da IMCC. Contamos com a participação especial do Coral da Primeira Igreja Batista de Campinas que nos agraciou com belas e edificantes músicas. O pregador, utilizando-se da Parábola do juiz iníquo (Lucas 18:1-8), compartilhou a mensagem bíblica. Afirmou que a leitura do texto já causa estranheza, pois, a figura de linguagem utilizada é um pouco chocante. Apresentar Deus como um juiz iníquo frente a viúva desamparada (Israel) parece não ser a melhor comparação. Esclareceu que as imagens apresentadas na Bíblia dizem mais de quem está falando de Deus, do que propriamente de Deus. Convidou a congregação a refletir sobre a fragilidade. Em tempos em que as igrejas querem firmar seu poder, sua força, ele convida a IMCC a afirmar sua fragilidade. Isto é importante para que ela experimente a verdadeira força, o verdadeiro poder, aquele que vem de Deus. A verdadeira força da igreja está na graça de Deus. Quando nos consideramos fracos é que nos tornamos fortes.
  
18.08.2013 – Culto Matutino: Especial – Escola Dominical e Aniversário

 
 
 
 

A celebração desta manhã contou com a participação especial do Coral Evangélico de Piracicaba e vários alunos da Escola Dominical da Catedral Metodista de Piracicaba. O coral nos abrilhantou com lindas músicas, promovendo um tempo de grande enlevo espiritual. Tive a oportunidade de ler uma paráfrase que fiz do salmo 122, intitulado “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Escola Dominical.  
O pregador foi o Rev. Tarcísio dos Santos, pastor titular da Catedral Metodista de Piracicaba, que compartilhou o texto bíblico de Josué 1:1-9. O título do sermão foi: “Dicas para chegar aos 100 anos”. Baseado no texto acima ele apresentou três dicas: 1) Acolher a promessa de Deus; 2) Crer na fidelidade de Deus; e 3) Acolher a companhia de Deus – Ele está conosco sempre. Seguindo estas dicas chegaremos não somente ao primeiro centenário, mas também a muitos outros.  
No momento da abertura da Escola Dominical foram feitas as apresentações dos vários visitantes e apresentado um jogral pelos alunos de Piracicaba, intitulado: “Venha para a Escola Dominical”. No horário da Escola Dominical os visitantes se dividiram pelas classes conforme a faixa etária ou seu interesse, promovendo assim um edificante intercambio entre as igrejas. A celebração da manhã foi encerrada com um delicioso almoço no salão social da IMCC.

18.08.2013 – Culto Vespertino: Aniversário

 
 
 

Neste culto contamos com a presença do Coral da Igreja Metodista de São José dos Campos, que nos abençoou com hinos maravilhosos. O pregador foi o Rev. William Melo, pastor titular da Igreja Metodista em São José dos Campos. O Rev. William iniciou o sermão citando um filme que havia assistido há alguns dias. Ele não se lembrava o título, mas fez uma resenha. Tratava-se da história de um homem que preso às lembranças do passado, isolou-se por 40 anos. Já idoso, volta para a cidade para encomendar seu funeral. Ele precisava de resolver algumas pendências em sua vida, por isso volta à cidade para que saibam o porque de seu isolamento. Ele não queria morrer sem que as pessoas soubessem o que realmente aconteceu. O pregador utilizou esta história como pano de fundo para a exposição bíblica sobre o texto de João 21, quando Jesus aparece a Pedro e lhe pergunta três vezes: “Tu me amas?”. Segundo o pregador, Pedro tinha questões pendentes, por ter negado Jesus e agora precisava de acertar. Jesus lhe deu a oportunidade através deste encontro. A mesma restauração pela qual passou Pedro, todos nós devemos passar, pois Pedro representa a mim e a você. 1) Jesus restaura nossa capacidade de amar. É o seu jeito de amar que vale e não o nosso. A vergonha impedia Pedro de amar verdadeiramente... ele estava preso a isso. 2) Jesus restaura a nossa vocação. Pedro foi vocacionado quando estava pescando. Depois da morte de Jesus, ele e seus companheiros voltaram a pescar, mas Jesus foi ao encontro dele para restaurar seu chamado. 3) Jesus restaura os nossos valores. Devemos ser movidos pela graça e não pelos sentimentos. Pedro precisava experimentar a graça para se libertar da culpa. 4) Jesus restaura uma relação de amizade. O pastor encerrou o sermão afirmo seu desejo de que a igreja nestes tempos de aniversário experimente um maravilhoso processo de restauração e renovação do amor, da vocação, dos valores e da amizade.

25.08.2013 – Culto Matutino: Aniversário


Este culto foi dirigido pela pastora Rosana e eu fui o pregador. Utilizando o versículo bíblico de Mateus 5:13, intitulei o sermão de: “Vós sois o sal da terra”. Convidei a igreja a refletir sobre quatro significados do sal, dos quais podemos tirar lições para a nossa vida e missão. 1ª lição - Na época do Novo Testamento, o valor primário do Sal não estava em seu uso como condimento, mas sim em sua capacidade de preservar os alimentos. Os discípulos de Jesus são desafiados a preservar o mundo que Deus criou. Devem ser obstáculo à corrupção e deterioração que o pecado tem causado. 2ª lição - Outro significado do sal para aquele povo, podemos retirar do Antigo Testamento. Ele também era usado para significar o valor durável de um contrato. É nesse contexto que encontramos a expressão “aliança de sal” (Nm 18,19 e 2 Cr 13,5). Fala-se de um compromisso permanente, perene, inalterável. Os discípulos são os representantes da aliança eterna. Deus prometeu, e cumprirá. Os discípulos devem viver e pregar essa aliança, que é imutável. 3ª lição - Outro significado que podemos dar ao sal é o de condimento para temperar os alimentos. Como é difícil às pessoas com hipertensão, seguirem a dieta proposta pelo médico. O sal faz muita falta na comida. Os discípulos, portanto, devem dar sabor ao mundo. 4ª lição - Um último significado para o sal é o de banho terapêutico. Quem nunca ouviu falar na famosa “salmora”. Banho de água e sal destinado a curar os machucados (muitas vezes da surra que se levou). Os discípulos devem ser instrumento de Deus para a cura deste mundo doente. Dizer que os discípulos são “o sal da terra” significa, dizer, que são chamados a fazer diferença no mundo. Sua presença deve ser notada. Sua falta deve ser sentida. Eles têm muito a colaborar com Deus na implantação do Seu Reino. Somos chamados por Deus a fazer diferença nos lugares por onde passamos. Devemos dar o melhor de nós. Pois para isso fomos chamados.

25.08.2013 – Culto Matutino: Aniversário

 
 
 

Nesta celebração contamos com a presença do Coral da Igreja Metodista Central de Sorocaba, que nos abençoou grandemente com suas vozes. O culto foi dirigido por mim e a Pastora Rosana. O pregador foi o Rev. Paulo Roberto Garcia, reitor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista (Rudge Ramos – São Bernardo do Campo) e pastor coadjutor na Igreja Metodista em Campos do Jordão. O texto utilizado para o sermão foi o de João 15:1-12 – A videira e os ramos. O pregador explicou que na língua original (grego) o que em português tem se usado como “cortar”, o melhor seria “purificar”.  Contou então um episódio vivido alguns dias atrás. Quando estava de saída para o trabalho, verificou que a roseira em seu jardim tinha um botão que estava pronto para se abrir. Aproximando-se da planta notou que ela estava cheia de pulgão (praga). Neste momento, deixou o material ali perto e voltou até a lavanderia, local onde guardava alguns materiais de jardinagem, e pegou um spray especial para acabar com este tipo de praga.  Aplicou na planta e depois foi trabalhar. Se queremos que a planta vá para frente, devemos purificá-la... limpá-la. Chamou a atenção também para a má tradução de outra palavra... cortar. No original significa levantar. Explicou que na época de Jesus as parreiras eram cultivadas na vertical. Fincava-se uma madeira e a parreira se desenvolvia subindo por ela. Quando ela estava fraca, o agricultor levantava um pouco mais o seu ramo, para que recebendo mais raios solares pudesse se desenvolver melhor. Mais do que a idéia de punição, o texto trata do cuidado do agricultor, ou seja, o cuidado de Deus. A chave do texto está na palavra que mais se repete: permanecer. O discípulo deve permanecer ligado à videira. Fazendo assim, terá o cuidado do soberano agricultor. Concluiu o sermão afirmando que se há algo a se celebrar neste tempo que marca a caminhada rumo ao primeiro centenário da IMCC, deve ser o Seu grande cuidado. Se permanecermos junto a videira verdadeira, temos a garantia de que poderemos celebrar não só o primeiro, mais muitos outros centenário. Após o sermão cantamos o hino “Deus cuidará de ti”, número 205 do Hinário Evangélico. Dentre os vários visitantes presentes, contamos com o Pastor Eli dos Santos e muitos membros da Congregação Metodista do Jardim São Marcos. O Pastor Eli foi convidado a fazer a oração final deste culto. Após a celebração do culto no templo, realizamos uma maravilhosa confraternização no salão social da igreja. Cantamos parabéns e partimos um delicioso bolo confeccionado pelos próprios irmãos da IMCC. Foi uma bênção.

Com este último evento, encerramos as festividades de 99 anos de vida e missão da IMCC e iniciamos as atividades celebrativas do projeto “RUMO AO CENTENÁRIO”. Convido você fazer parte desta história. 


sábado, 17 de agosto de 2013

ESCOLA DOMINICAL - paráfrase do salmo 122

1.     Alegrei-me quando me disseram: Vamos à  Escola Dominical.
2.     Os nossos pés estão parados dentro das tuas salas, ó grande escola!  
3.     Escola que começou pequena, mas agora é a maior do mundo.
4.     Escola onde participam pessoas de várias idades, pessoas que amam o Senhor e que dão testemunho por onde passam no desejo de agradá-lo.
5.     Nesta escola temos professores dedicados e alunos aplicados, povo que ama o Senhor.
6.     Orai pela paz na Escola Dominical! Sejam prósperos todos os seus alunos.
7.     Haja paz na igreja e prosperidade para a Escola Dominical.
8.     Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz na igreja. 
9.     Por causa da Casa do Senhor nosso Deus, buscarei o teu bem ó grande escola.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Lembranças da minha infância - década de 70 (brincadeiras e calçados)

Vivi minha infância e adolescência nas décadas de 70 e 80. Foi um tempo maravilhoso e que vale a pena relembrar. Como afirma o poeta: “Recordar é viver”. Minha mãe gostava de fotografar (ou seja, "tirar retrato" como falávamos naquela época). Olhando algumas fotos antigas pude lembrar de alguns episódios. Tive a ideia de escrever alguns fragmentos de minha infância. Neste texto trago à memória os calçados que usei e as brincadeiras que mais gostava. Se você nasceu na década de 70 vai se identificar com algumas afirmações.

CALÇADOS:

Sandália de couro
Bota ortopédica
BOTINHA ORTOPÉDICA E SANDALINHA DE COURO: Hoje temos uma variedade de sapatos e sandálias infantis, mas naquela época não tínhamos muitas opções. Usei a sandália, mas quando foi identificado que eu pisava torto, passei a usar a botinha. Isto foi até os seis anos. 




Kichute
Conga - azul
Depois disso foi a era do CONGA, BAMBA E KICHUTE: Para a escola era Conga ou Bamba. Na hora da aula deveriam ser coloridos (azul ou vermelho) e para a Educação Física deveriam ser brancos.Quem estava acostumado com Conga e ganhava um Bamba, experimentava um "upgrade". 


Kichute - jogar bola
Mas os meninos desejavam mesmo era um Kichute. Usávamos para passear, ir à escola e jogar futebol. O cadarço era muito grande por isso amarrávamos na canela para passear e dando voltas por debaixo dele para jogar bola. Acho que era o tênis que mais dava chulé... eita fedor.




All Star - aos 15 anos
No fim da minha adolescência foi a época o ALL STAR. Como eu já estava trabalhando então pude comprar um de cada cor. Outros dois tênis que eram muito cobiçados na época foi o RAINHA DE COURO PRETO, para jogar futebol de salão e o RAINHA (vôlei) que era oficial da seleção brasileira de vôlei.

BRINCADEIRAS

PIÃO: Brinquei bastante de pião. Fazíamos um circulo no chão onde eram depositados os piões de aposta. Com o pião que jogávamos, tínhamos que tirar os outros do círculo e ele quando parasse não podia ficar no círculo. Eu jogava relativamente bem. Nós coloríamos os piões com esmalte de unha... claro que as mães ficavam bravas... hehehe.

BOLINHA DE GUDE: Eu gostava de jogar triângulo. O princípio era o mesmo do pião. As bolinhas eram depositadas no centro do círculo e deviam ser tiradas com a bolinha que jogávamos. A bolinha de jogar não podia ficar no triangulo. Eu era um péssimo jogador de bolinhas.


PIPAS: Fiz muitos pipas na minha infância. Alguns foram para empinar e outros para vender. Em tempos difíceis em que era difícil para meus pais comprarem cola (tenaz), colei os pipas com arroz cozido (papa) ou mingau de maisena. Os papéis de seda eram de uma só cor por isso se quisesse fazer colorido, tinha de recortar e colar. A brincadeira que mais curti na minha infância foi essa: empinar papagaio/pipa.

QUEIMADA: Lembro-me que era comum brincarmos de queimada nas ruas e na quadra da escola. O jogo era misto... meninos e meninas. Foram tempos muito divertidos. Como era legal dar uma bolada em alguém... hehehe.

MÃE DA RUA: Fazíamos as marcas na rua e os participantes tinham de atravessar de um lado para o outro, mas não podia ser pego pela “mãe da rua”. A mão da rua sempre inventava algo para dificultar a travessia dos outros. Por exemplo: atravessar pulando com um só pé.


BATER FIGURINHAS: Alguns chamavam esta brincadeira de bafinho. Apostávamos um quantidade de figurinhas e depois batíamos encima delas com a palma da mão, provocando um certo vento para vira-las. As que iam sendo viradas era da pessoa.

VELOTROL: Lembro-me do meu velotrol. Como era gostoso brincar com ele. Existiam vários tamanhos. O meu era médio e eu me diverti muito.

VELOCIPEDES: Na minha infância os velocípedes eram de lata e não de plástico como hoje. Lembro-me de ter o meu. 
JIPINHO: Tive um jipinho verde que curti ao máximo. Sentia-me dirigindo um carro de verdade. CAMINHÃOZINHO: Eu adorava meu caminhão gigante. Eu e meus primos brincávamos de um sentar na caçamba e o outro empurrar.

BICICLETA: Minha primeira bicicleta foi esta verdinha da fotografia acima. Quando cresci um pouco, pedi outra. Na época a Caloi tinha um "reclame" (propaganda) na televisão, onde o filho colocava vários bilhetes onde o pai iria ver com o seguinte texto: "Pai não se esqueça da minha caloi". Eu fiz isso e no natal daquele ano eu ganhei minha bicicleta vermelha... da caloi.

IÔ-IÔ: Quando saiu o iô-iô da coca-cola eu fiquei até doente para ter um. O pior foi que meu pai foi na rua 25 de março em São Paulo e comprou um fajuto. Eu fiquei pior ainda. Meu sonho era um deste aí do lado.

CARRINHO DE ROLIMÃ: Tive um carrinho de rolimã muito bonito. Ele era pintado a óleo. Foi um presente dos meus primos Odair e Gordão. Brinquei muito com ele. Houve um tempo em que eu era mais velho um pouco (10 anos mais ou menos) e tentei construir outros carrinhos. Ficaram horríveis.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mais que ORATÓRIA vamos exercitar ESCUTATÓRIA

Deus nos criou com dois ouvidos e uma só boca, mesmo assim teimamos em falar mais do que ouvir.

Gosto muito de um texto de Rubem Alves intitulado ESCUTATÓRIA. Nele, o autor nos chama a atenção para o fato de que estamos tão ansiosos por falar que nem mesmo prestamos a atenção no que outro está dizendo.

Nosso desejo de falar é tanto que existe até curso para nos ajudar nesta arte: ORATÓRIA. O problema é que não existe um curso para nos ajudar a escutar, daí o vocábulo “escutatória”. Rubem Alves toca num tema extremamente instigante: o diálogo.

Vivemos numa sociedade onde parece reinar o monólogo. Mesmo quando tentam interagir, muitas pessoas apresentam seus discursos sem levar em conta o que o outro lhe disse. Não prestamos atenção no que o outro tem a dizer, porque estamos preocupados em elaborar nossa próxima fala. É a apresentação de monólogos de duas ou mais pessoas num mesmo local.

Parece que este estado pernicioso tende a se agravar quando nos propomos a conversar com alguém que necessita desabafar... colocar para fora suas dores. Por estarmos interessados em dar conselhos... receitas prontas, não levamos em conta o processo terapêutico da catarse. Achamos que nossa visão do assunto vai ajudar a pessoa. Uma ação de fora para dentro.

Lembro-me da expressão de Jó ao querer ser ouvido, mais que ensinado. Ele apresentou sua defesa frente às acusações (receitas) de seus “amigos”. Ele disse: “Ah! quem me dera um que me ouvisse” (Jó 31:35).

Mesmo com toda a tecnologia da comunicação em mãos, ainda hoje não somos capazes que nos calar para ouvir o outro... principalmente o outro que sofre. Acredito que precisemos de seguir a ideia de Rubem Alves e realizar cursos de “escutatória”... ou seja, curso de capacitação para ouvir.


Enquanto não é possível realizar o curso, que tal realizar exercícios de escutatória. Disponha-se a ouvir mais e falar menos. Este exercício poderá beneficiar o outro, bem como a você. Eu quero iniciar meu exercício.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Homenagem ao Vô José Vitor da Silva - Descanse em paz!

O bisavô da Beatriz... vovô da Valéria... meu avô por adoção, faleceu nesta madrugada. Após um longo tempo de tratamento médico, com muitas idas e vindas ao hospital, ele descansou de sua luta terrena.

No mês de janeiro deste ano, ele dirigiu sua última folia de reis. Sua Companhia é a mais antiga de Poços de Caldas e sempre se apresentava nas grandes festas da cidade. Aos 89 anos de idade ele liderou sua companhia com destreza e coragem. Já fraco pela idade e sua enfermidade, mas convicto de sua missão.

Tive a oportunidade de vê-lo liderando sua companhia de reis, na chegada no dia 12 de janeiro deste ano. Apesar de ter algumas percepções religiosas diferentes da dele, admirei sua convicção e fé.

Como gosto muito de fotografar, tirei algumas fotos e depois de reveladas eu o presenteei na semana posterior à festa. Fiz dois quadros grandes para que pendurasse na parede. Ele ficou muito feliz e sempre que encontrávamos ele agradecia.


Faço uma homenagem ao vô, como eu o chamava, apresentando algumas fotos. Estamos de saída para Poços de Caldas para assim nos despedirmos dele e abraçarmos nossos queridos.


terça-feira, 28 de maio de 2013

AJUDA NA HORA DA CRISE

Existem momentos na vida que pensamos em jogar tudo para o alto. Parece que tudo e todos estão contra nós. Sentimo-nos pequenos e frágeis. Diante da menor pressão existente nos desestruturamos. Parece que uma tempestade avassaladora passou por nossa vida. Um simples olhar ou mesmo os gestos de alguém podem gerar em nós um sentimento horrível de rejeição.
Nestes momentos, faz-se necessário, entendermos os limites da natureza humana. Como homens, estamos sujeitos às limitações que nos são impostas pela psique humana.  De fato, o mundo o qual vivemos, regido por um capitalismo selvagem, que valoriza o homem por aquilo que ele produz tem levado muitos a experimentar certo desequilíbrio emocional. O excesso de trabalho, as preocupações cotidianas, a má alimentação e outros fatores, tem levado pessoas ao estresse.
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Entender os nossos limites pode ser o primeiro passo na superação de uma crise. Reconhecer que necessitamos de ajuda é uma boa opção. Como somos um ser integral, precisamos de ajuda que leve em conta esta integralidade. Ajuda que leve em consideração os vários aspectos de nossa humanidade. O ser humano é indivisível. As designações corpo, alma e espírito são formas didáticas de explicar certa complexidade de nossa existência.
Por isso, não basta cuidar apenas de um destes aspectos. Precisamos de uma visão integral no cuidado. Por isso, a ajuda do médico, do terapeuta, do pastor e outros, podem auxiliar na recuperação. Para que possa iniciar o processo de cura é necessário reconhecer que precisamos de ajuda. Sejam profissionais ou não, precisamos que outros cuidem de nós. Não é fácil assumir esta postura, principalmente para quem se acostumou a ser cuidador, mas ela é necessária.

Que Deus nos ajude a assumir esta postura nos momentos necessários. Como nos afirma o ditado popular: “O pior doente é aquele que não reconhece a sua enfermidade”. Que tenhamos sensibilidade e honradez para reconhecer nossos limites e trata-los. Termino com uma confissão: Falar sobre este tema é mais fácil que vive-lo. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

PARA PREGADORES!!! - Levando a congregação a sério

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Tive a oportunidade de coordenar uma OFICINA na Semana Wesleyana 2013, intitulada: A EXPERIÊNCIA RELIGIOSA E A PREGAÇÃO.

Um dos livros que utilizei foi MANUAL DE PREGAÇÃO organizado por John Koessler. O que mais me chamou a atenção no livro foi o capítulo 24 escrito por Michael Milco, com o título: "A EXEGESE DE SUA CONGREGAÇÃO".

Como pregadores e pregadoras, clérigos/as ou leigos/as, julgamos importante o estudo e a preparação do sermão. Cada um conforme sua formação e conhecimento, deve realizar uma pesquisa exegética.

No intuito de pregar a VERDADE ETERNA, apresentando o fruto de nossa pesquisa, corremos o risco de nos esquecer da CONGREGAÇÃO. Precisamos dedicar tempo para conhecer nossos ouvintes, tornando, assim,  nossa mensagem mais relevante a cada um. Se não conhecemos a congregação corremos o risco de pregar um bom sermão, porém para a congregação errada. Se desejamos verdadeiramente comunicar o EVANGELHO/BOAS NOVAS, precisamos de tornar-lo relevante para a caminhada de nossa congregação. 

Eu gostei da maneira como o tema foi abordado por Milco. Espero que você goste e aprofunde-se no tema.

Rev. Paulo Dias Nogueira  
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