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quinta-feira, 3 de abril de 2014

DEPRESSÃO... uma breve reflexão (motivado pelo depoimento de Chico Anysio)

Motivado por uma reportagem apresentada no FANTÁSTICO (programa dominical veiculado da Rede Globo de Televisão) do último domingo sobre depressão, escrevi algumas palavras sobre este tema. Na reportagem foi apresentada uma entrevista com Chico Anysio pouco tempo antes de sua morte. O humorista mais versátil da televisão brasileira confessou que sofria de depressão há mais de 24 anos.

Além de incentivar meus leitores a assistirem esta matéria (CLIQUE AQUI - Entrevista com Chico Anysio), apresento abaixo um breve comentário sobre este tema.

Numa sociedade pautada pela filosofia neoliberal onde as pessoas são valorizadas por aquilo que produzem ou consomem, não há espaço para acolher e cuidar daqueles que sofrem de depressão. O preconceito é o instrumento que mais marginaliza estas pessoas.

Dê um lado pode-se falar do preconceito daqueles que olham para a pessoa com depressão e duvidam de sua enfermidade, dizendo que se trata de preguiça, mamparra ou falta de esforço, bem como também daqueles que espiritualizam esta fragilidade humana transformando-a em um problema espiritual (religioso).

De outro lado pode-se destacar o preconceito da própria pessoa que está com depressão, que não aceitando sua enfermidade, não procura ajuda especializada.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, "a depressão atinge de 20 a 25% da população. E significa que 20 a 25% da população, tem, teve ou terá um quadro de depressão ao longo da vida. Portanto pode atingir a qualquer pessoa, em qualquer idade".

Portanto, ninguém está livre dela. Em algum momento de nossa existência poderemos experimentar seu gosto amargo ou acompanhar alguém de nosso convívio que esteja experimentando.

Faz-se necessário aprofundarmos nosso conhecimento quanto a esta enfermidade para nos compreendermos melhor quando passarmos por esta experiência, bem como também, quando temos que acompanhar alguém nesta situação.

Depressão não é brincadeira... é uma enfermidade... enfermidade que leva à morte.


Portanto, cuide-se e cuide de quem necessita de cuidado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

AJUDA NA HORA DA CRISE

Existem momentos na vida que pensamos em jogar tudo para o alto. Parece que tudo e todos estão contra nós. Sentimo-nos pequenos e frágeis. Diante da menor pressão existente nos desestruturamos. Parece que uma tempestade avassaladora passou por nossa vida. Um simples olhar ou mesmo os gestos de alguém podem gerar em nós um sentimento horrível de rejeição.
Nestes momentos, faz-se necessário, entendermos os limites da natureza humana. Como homens, estamos sujeitos às limitações que nos são impostas pela psique humana.  De fato, o mundo o qual vivemos, regido por um capitalismo selvagem, que valoriza o homem por aquilo que ele produz tem levado muitos a experimentar certo desequilíbrio emocional. O excesso de trabalho, as preocupações cotidianas, a má alimentação e outros fatores, tem levado pessoas ao estresse.
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Entender os nossos limites pode ser o primeiro passo na superação de uma crise. Reconhecer que necessitamos de ajuda é uma boa opção. Como somos um ser integral, precisamos de ajuda que leve em conta esta integralidade. Ajuda que leve em consideração os vários aspectos de nossa humanidade. O ser humano é indivisível. As designações corpo, alma e espírito são formas didáticas de explicar certa complexidade de nossa existência.
Por isso, não basta cuidar apenas de um destes aspectos. Precisamos de uma visão integral no cuidado. Por isso, a ajuda do médico, do terapeuta, do pastor e outros, podem auxiliar na recuperação. Para que possa iniciar o processo de cura é necessário reconhecer que precisamos de ajuda. Sejam profissionais ou não, precisamos que outros cuidem de nós. Não é fácil assumir esta postura, principalmente para quem se acostumou a ser cuidador, mas ela é necessária.

Que Deus nos ajude a assumir esta postura nos momentos necessários. Como nos afirma o ditado popular: “O pior doente é aquele que não reconhece a sua enfermidade”. Que tenhamos sensibilidade e honradez para reconhecer nossos limites e trata-los. Termino com uma confissão: Falar sobre este tema é mais fácil que vive-lo. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

PARTILHA... Cuidado cuidadores, cuidem-se.

Como pastor, tenho acompanhado muitas famílias em momentos difíceis de enfermidade. De forma especial, destaco aqui a experiência de algumas famílias cujo um dos familiares necessita de cuidados especiais e o outro familiar se torna o cuidador principal. O que tenho visto é muito desgaste e sofrimento por ambos os lados. Os limites impostos pela situação já são grandes, mas os apresentados pela relação de parentesco e falta de preparo para tal atividade é que mais prejudica o tratamento. Claro que é preciso levar em conta o fato de que nem todas as famílias tenham possibilidades financeiras de contratar cuidadores profissionais.

Portanto, quando não se pode contratar um profissional é necessário que a família ao menos revese o trabalho, para que  não sobrecarregue apenas um dos membros. Além disso é necessário que se capacitem na medida do possível para fazer o melhor no CUIDADO DO OUTRO e CUIDADO DE SI MESMOS. O que, infelizmente, tenho visto é muitas vezes o cuidador, por descuido de si mesmo, ficar doente. Pensando um pouco nisso compartilho aqui uma cartilha do Ministério da Saúde intitulado “Guia Prático do Cuidador”. Meu desejo é que possamos melhorar a qualidade de vida das pessoas cuidadas e dos seus cuidadores.

Cuidado cuidadores, cuidem-se! Seja cuidar do marido, da esposa, do pai, da mãe, do filho, da filha, do sobrinho, da sobrinha, do parente, do vizinho, do amigo... isso é nobre e cristão, MAS não se esqueça de cuidar de si mesmo.

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