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domingo, 2 de março de 2014

UNINDO-ME À YOSEF HAMITSURAIM - Contribuindo na reflexão - (Que estou fazendo se sou cristão?)

Quero agradecer e parabenizar meu amigo e companheiro de ministério Rev. José Do Carmo Yosef Hamitsuraim pelas palavras de exortação apresentadas através da matéria intitulada "E os metodistas com isso?" publicada no Expositor Cristão deste mês (Expositor Cristão - março de 2014). Unindo-me à você nesta postura profética, apresento abaixo uma música que poderá ser a "Marselhesa" da luta dos cristãos (metodistas e outros) contra a corrupção. 

Ela já foi muito cantada num passado, mas ultimamente está esquecida. Em tempos de "intimismo" espiritual, não tem havido espaço para uma espiritualidade encarnada. Suas palavras são de um verdadeiro "PROFETA DE DEUS". Precisamos abrir os olhos de nosso povo para que não se acomodem diante do "pão e circo" (carnaval e copa) oferecido para anestesiar suas ações diante da violência e corrupção deste tempo.

Apresento um breve histórico da música “Que estou fazendo se sou cristão?”, de autoria do Rev. João Dias de Araújo, que faleceu no último dia 9 de fevereiro, às 14h, vítima de um câncer. Ele foi um dos fundadores da Igreja Presbiteriana Unida E nos deixo um grande legado com esta canção.

HISTÓRIA DA MÚSICA

"Quando João Dias de Araújo, então com 36 anos, fazia mestrado em teologia de Calvino no Seminário de Princeton, nos Estados Unidos, o maestro brasileiro João Wilson Faustini, também residente naquele país, lhe sugeriu que escrevesse a letra de um hino que falasse sobre o compromisso dos cristãos contra a injustiça e a miséria social. Foi assim que nasceu, em 1967, o hino “Que estou fazendo se sou cristão?”, que aparece na última edição do Hinário para o Culto Cristão, da Convenção Batista Brasileira (nº 552) e em outros hinários. Hoje, João Dias de Araújo, 75, casado, cinco filhos, é professor do Seminário Batista do Nordeste e pastor da Igreja Presbiteriana Unida de Feira de Santana, na Bahia. A música é do médico e pianista presbiteriano Décio Emerique Lauretti, residente em São Paulo". 
(Extraído de: Revista Ultimato

LETRA DA MÚSICA

Que estou fazendo se sou cristão? 

Se Cristo deu-me o seu perdão! 
Há muitos pobres sem lar, sem pão, 
Há muitas vidas sem salvação. 
Meu Cristo veio prá nos remir: 
O homem todo sem dividir. 
Não só a alma do mal salvar, 
Também o corpo ressuscitar. 

Há muita fome em meu país, 
Há tanta gente que é infeliz, 
Há criancinhas que vão morrer, 
Há tantos velhos a padecer. 
Milhões não sabem como escrever, 
Milhões de olhos não sabem ler 
Nas trevas vivem sem perceber 
Que são escravos de outro ser. 

Aos poderosos eu vou pregar 
Aos homens ricos vou proclamar 
Que a injustiça é contra Deus 
E a vil miséria insulta aos céus.


LINK DA MÚSICA
Ouça aqui o hino "Que Estou Fazendo se Sou Cristão" (arquivo em MP3) 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IGREJA METODISTA... 81 anos de autonomia (1930-2011) - Vamos celebrar!!!


Hoje, 02 de setembro de 2011, o metodismo brasileiro celebra o 81º aniversário de sua autonomia. Para ajudar os amigos e amigas internautas no conhecimento deste capítulo da história do metodismo brasileiro, compartilho abaixo dois textos: o primeiro é de João Wesley Dornellas, fazendo uma respectiva histórica de como chegamos à autonomia em 1930; e o segundo é o documento que consta nos Cânones da Igreja Metodista, intitulado: “Proclamação da Autonomia da Igreja Metodista”. Espero que façam boa leitura.

 (clique abaixo para continuar a leitura)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PASTOR METODISTA TESTEMUNHA SOBRE A TRAGÉDIA NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO.

Compartilho abaixo um testemunho do Rev. Alberto Tavares Alves, Pastor Titular da Igreja Metodista Central de Teresópolis, sobre a tragédia ocorrida em meados deste mês na Região Serrana do Rio de Janeiro e a ação solidária da igreja frente a mesma.


Tudo começou ás 05h30min do dia 12 de janeiro de 2011, quarta feira, quando o telefone celular tocou. Do outro lado era nosso Pr. Adílio, informando que uma catástrofe aconteceu em Teresópolis. O dia amanheceu e as primeiras notícias (meio desencontradas) começaram a chegar. As sirenes de ambulâncias e Corpo de Bombeiros se ouviam cruzando a Avenida principal da cidade.


Teresópolis (Foto: João Marcello Erthal)
A presidente da AMAS (Marilinda) e a coordenadora do ministério de discipulado (Viviane) correram para a igreja para preparar espaço com a finalidade de receber desabrigados e desalojados. Nesta hora a experiência de organizar retiros ajudou muito. Foi montada uma excelente estrutura.

As notícias não eram nada boas. O que aconteceu em Teresópolis atingiu também outras cidades (Vale do Cuiabá em Petrópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Bom Jardim).

A Defesa Civil começou juntamente com os bombeiros a recolher sobreviventes e mortos. Rapidamente os hospitais e a UPA ficaram lotados. Os que não se feriram foram levados para o estádio Poliesportivo (Pedrão), e depois distribuídos pelos abrigos (como fomos os primeiros a nos preparar para receber as vítimas e ser próximo do Pedrão, logo começamos a receber famílias inteiras em nossa igreja).

O que aconteceu nos dias seguintes retratou um clima de guerra. Sirenes cortando as avenidas, helicópteros socorrendo vítimas, o poder público mobilizado da melhor maneira possível e toneladas de doações chegando a todo o momento de todo o Brasil.

O celular não parava de tocar, o que mais ouvíamos era: estamos orando, como podemos ajudar? Não faltou ajuda, das igrejas, do poder público, de pessoas conhecidas e não conhecidas.

Chegou o domingo. Como adorar nesse clima de dor e perda? Pela manhã parte de nossa comunidade foi para o templo adorar e outra parte continuou cuidando dos desabrigados e desalojados, e também recebendo doações.

No culto da manhã, ouvimos o testemunho do diácono da Assembleia de Deus, irmão Daniel, contando como ele e sua família escaparam da tragédia, um testemunho de fé e esperança. A frase que mais nos emocionou, dita pelo irmão Daniel foi: “Estamos vivos, mas não temos mais endereço. Nosso endereço agora é a Igreja Metodista Central de Teresópolis”.

No culto da noite, nós pastores (Eu, Pra Carla e Pr. Regison – SD do nosso distrito), procuramos trazer palavras de esperança e fé. Nunca tinha visto o povo de Deus tão triste e abatido.

Mas a palavra foi: Isaías 60. 1-5 “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti; Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti aparece resplandecente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti. As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu. Levanta em redor os olhos e vê; todos estes já se ajuntam e vêm ter contigo; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são trazidas nos braços. Então, o verás e serás radiante de alegria; o teu coração estremecerá e se dilatará de júbilo; porque a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações virão a ter contigo.”

Dentre as muitas promessas desse texto o que mais me tocou foi: “As riquezas das nações virão a ti”; Pois recebemos notícias de que igrejas e irmãos de outras nações demonstraram o desejo de nos ajudar.

Nosso trabalho pastoral nesse tempo foi liderar os voluntários, sepultar mortos (todos parentes de membros de nosssa comunidade). Na comunidade Metodista de Teresópolis, composta de várias Igrejas, não houve nenhuma vítima fatal ou ferido. Creio que o Senhor nos poupou para o serviço ao próximo.

Ao completar uma semana do acontecido os mortos foram contados e enterrados (mais de 300); os desaparecidos não se sabe ainda o número. Desabrigados e desalojados passam de 6 mil.

Essa foi a semana mais longa da minha vida. A sensação era que semanas haviam passado, com os dias começando antes das 6h e terminando depois da meia noite.

A Palavra que continua nos fortalecendo é: “Desperta-te, resplandece, porque vem a tua luz e a glória do Senhor nasce sobre ti’. Isaías 60.1

Pr. Carlos Alberto Tavares Alves
Titular– Igreja Metodista Central de Teresópolis
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