Em agosto de 2012 tive a oportunidade de comprar uma chácara. Dizem que chácara trás apenas duas alegrias: quando se compra e depois quando se vende. Acho que estou vivendo a primeira alegria. Quando comprei ela estava muito suja e com sua ...cerca totalmente destruída. Comecei o trabalho.
Com a ajuda de um tio (Evanir) comecei a mexer na terra que pela graça de Deus consegui comprar. Primeiro passo foi contratar um trator para derrubar o mato e depois arar a terra. Isto pronto, foi a vez de contratar uma retroescavadeira para nivelar algumas partes do terreno (terraplanagem).
Depois fomos fincar os mourões e passar o arame farpado. Para isto contei, também, com a ajuda de um amigo, Sr. Coutinho. Contratei uma empresa que perfura poços artesianos para ter água na terra. Encontramos uma água cristalina. Há um pequeno bosque, onde tenho dedicado tempo para preparar um espaço agradável para lazer.
Neste momento estamos acertando alguns canteiros e preparando para o plantio. Por falar em plantio, em meados de novembro, aproveitando as chuvas para gradear a terra e plantar o milho. Infelizmente, logos após o plantio houve um temporal que estragou uma parte da lavoura. Mesmo com os estragos, teremos bastante milho.
Em março estarei colhendo o milho verde para pamonha, cural, bolo e outros pratos deliciosos. Tenho dedicado todas as segundas-feiras para cuidar deste pedacinho de chão. Louvo a Deus pois a chácara fica a 900mt da casa da minha mãe e 2000mt da casa da sogra. Veja as fotos e acompanhe nossa alegria
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Queridos amigos e amigas
Graça e Paz!
Nos últimos dias o que mais ouvimos foram votos de prosperidade para o
novo ano. Mesmo pessoas que não nos conheciam desejaram-nos um feliz e próspero
ano novo. O tema da prosperidade parece estar em muita evidência nesta época do
ano. Provavelmente a música que será mais cantada nas festas de Reveillon
hoje será de Francisco Alves e David Nasser,
gravada por João Dias em 1951, que diz:
Adeus ano velho,
Feliz Ano Novo.
Que tudo se realize
No ano que vai nascer.
Muito dinheiro no bolso,
Saúde pra dar e vender.
Apregoa-se a idéia de que ter bens materiais e saúde é prova de
prosperidade. Inclusive algumas igrejas estão impregnadas de teologias baseadas
nestes valores. Ao estudarmos a Bíblia, vemos que a verdadeira prosperidade só
pode vir de Deus. Vemos principalmente que
ser próspero é muito mais que ter dinheiro no bolso e boa saúde. Se este
for o padrão de avaliação, muitos personagens bíblicos não passariam no teste.
Se quisermos experimentar a prosperidade de Deus, temos que nos basear
em sua Palavra. Dentre os vários textos possíveis para se refletir sobre o
assunto, utilizo o de Josué 1.1-9. Dele destaco três pontos importantes para
que experimentemos a prosperidade que vem de Deus segundo as palavras dirigidas
a Josué: 1º) Obedecer às ordenanças (segue tudo quanto meu servo Moisés te
ordenou); 2º) Falar das ordenanças (não cesses de falar deste livro); 3º)
Meditar nas ordenanças (medita dia e noite nas palavras desta lei).
Desejo que todos tenham um 2013 verdadeiramente próspero. Uma
prosperidade que vem de Deus. Uma prosperidade abençoada e abençoadora. Feliz
2012!!!
Estimados amigos internautas, nos últimos dias vimos, lemos e
ouvimos inúmeras reportagens, nas mais diversas formas de mídia, apresentando
teorias que prediziam o fim do mundo para
hoje (21 de dezembro de 2012). Teorias como a de um planeta (Nibiru) que colidiria
com a Terra, ou as interpretações do antigo calendário Maia, e outras
profecias, levaram algumas pessoas a construírem abrigos em seus quintais,
reservarem uma vaga em abrigos subterrâneos comunitários ou mesmo mudar de
cidade.
Como cristãos não devemos temer ou mesmo nos abalarmos diante das
afirmações destes movimentos apocalípticos. As fontes onde se baseiam, não são
fidedignas, segundo nossa concepção bíblico-teológica. A Bíblia, a maior
autoridade neste tema nos afirma: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém
sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24:36).
Portanto, somente Deus sabe o momento do fim. Portanto, JÁ QUE O
MUNDO NÃO ACABOU, sigamos nossa caminhada de fé e esperança, vivendo coerentemente nossa salvação.
Como seu amigo da net e também um pastor de vidas, rogo a Deus o
mesmo que o apóstolo Paulo orou pelos Colossenses: ... que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria
e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o
seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno
conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da
sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças
ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.(Colossenses
1.9-12)
Nestes
últimos dias temos sido bombardeados, através da mídia, por campanhas
publicitárias alusivas ao “Dia dos Pais”.
Infelizmente,
a motivação da homenagem não é o papai, mas sim o “Mercado”. O ato de compra e
venda é quem está em foco.
Como
igreja de Jesus Cristo, nos diferenciamos dessa lógica.
Portanto, gostaria de aproveitar este 2º domingo de
agosto, para homenagear verdadeiramente os nossos pais.
Faço isto, convidando-os a refletir sobre o episódio
bíblico da cura da filha de Jairo.
Nesta história, vemos um pai que se dedica ao
“ministério paterno”. Ou seja, assume uma paternidade responsável.
Ele vai em busca daquilo que sua filha mais
necessita, A CURA. E o importante a se destacar, é que ele vai ao lugar certo:
“aos pés de Jesus”.
Jairo faz o melhor investimento na vida da sua
filha. Esforça-se para levá-la a uma experiência com Jesus.
Vejamos o que nos diz o texto bíblico:
Texto: Marcos 5:21-43
21Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande
multidão; e ele estava junto do mar.
22
Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e,
vendo-o, prostrou-se a seus pés
23
e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, impõe
as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá.
24
Jesus foi com ele. Grande multidão o seguia, comprimindo -o.
25
Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma
hemorragia
26
e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto
possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior,
27 tendo ouvido a fama de
Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste.
28
Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada.
29
E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do
seu flagelo.
30
Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no
meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?
31
Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes:
Quem me tocou?
32
Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto.
33 Então, a mulher, atemorizada e tremendo,
cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe
toda a verdade.
34
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre
do teu mal.
35 Falava ele ainda, quando chegaram
alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por
que ainda incomodas o Mestre?
36
Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não
temas, crê somente.
37
Contudo, não permitiu que alguém o acompanhasse, senão Pedro e os irmãos
Tiago e João.
38
Chegando à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus o alvoroço, os que
choravam e os que pranteavam muito.
39
Ao entrar, lhes disse: Por que estais em alvoroço e chorais? A criança
não está morta, mas dorme.
40
E riam-se dele. Tendo ele, porém, mandado sair a todos, tomou o pai e a
mãe da criança e os que vieram com ele e entrou onde ela estava.
41
Tomando -a pela mão, disse: Talitá cumi!, que quer dizer: Menina, eu te
mando, levanta-te!
42
Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar; pois tinha doze
anos. Então, ficaram todos sobremaneira admirados.
43
Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e mandou
que dessem de comer à menina.
Desenvolvimento:
Vejamos quem é Jairo:
Não temos muitos dados sobre sua vida.
A única passagem de sua história narrada na bíblia, é sua busca pela cura de
sua filha: Mateus 9:18-26, Marcos 5:21-43 e Lucas 8:40-56.
É Líder
de uma sinagoga na região do mar da Galiléia. Portanto, um homem com
muitas responsabilidades.
Era responsável não só pelo prédio (edifício), bem como pelas leituras no culto
(liturgia).
É desprendido, pois
deixou seus afazeres, para investir tempo na cura de
sua filha. É alguém
insistente, pois o texto diz que ele insistiu
com Jesus, para que fosse a sua casa ver sua filha que estava gravemente
enferma.
É sábio,
pois foi em busca da solução certa. Jesus era o único quem poderia reverter o
quadro naquela situação.
É paciente, pois enquanto estavam a caminho de sua casa, Jesus foi
interrompido por uma multidão, e no meio desta, por uma mulher enferma que
recebeu a cura. Ele presenciou a cura de outra pessoa, enquanto aguardava a
cura de sua própria filha.
É um homem de grande fé: Pois ao receber a notícia de que sua
filha havia falecido (uma constatação real), ele preferiu crer em Jesus. Pois o mestre
lhe disse: “Não temas, crê somente”. Ele creu.
Jairo é um homem que, apesar de suas
muitas atividades e responsabilidades, investe tempo em seu ministério paterno.
Ilustração:
Gostaria de ilustrar o ato de se investir neste
Ministério Paterno, citando uma experiência de Martinho Lutero, o Reformador da
Igreja do século XVI.
Estudando, descobri uma carta que ele escreveu para
seu filho de apenas seis anos, enquanto estava no castelo de Coburg.
“Graça e Paz em Cristo, meu querido filhinho.
Eu
me alegro que tu estudas bastante e és aplicado em tuas orações. Faça isto, meu
filhinho e, quando eu chegar em casa, eu trarei uma moeda...
... Eu sei de um lindo e divertido jardim, ali
entram muitas crianças, elas estão vestidas com roupas douradas e colhem maçãs,
pêras, cerejas, ameixas e pêssegos, elas cantam e correm e pulam de alegria, e
lá tem pequenos cavalos com relhos de ouro e selim de prata.
Então eu falei: Querido Senhor, eu também tenho um
filho, ele se chama Hans Lutero, ele também poderia vir para esse jardim, onde
tem essas lindas frutas e ele também poderia montar nesse lindo cavalinho e
brincar com essas crianças? O homem falou: Ele gosta de orar, de estudar e crê,
então ele pode vir para este jardim e seus amigos Felipe e Jonas também pode
vir. E quando vierem, eles podem assobiar, tocar bateria, e há também um lugar
preparado para dançar, pular e tudo o que eles gostam de fazer.
Ah! Senhor, eu vou correndo escrever para meu
filhinho para ele ser um praticante na oração e perseverante nos estudos e
tenha fé...
Por isto, meu filhinho Hans, estude, ore e seja abençoado
por Deus, e diga também a Felipe e Jonas, para que eles também orem e estudem.
Seja abençoado por Deus Todo-Poderoso e Ele te
guarde. Dê um beijo aos de casa.
Teu querido pai, Martinho Lutero.”
O que mais me chamou a atenção, foi a grande
preocupação de Lutero com a formação educacional e religiosa de seu filho. Ele
foi um pai que teve uma visão da necessidade de empenho, para que seu filho
fosse alcançado pela graça a qual ele pregava na reforma Protestante.
Apesar de estar envolvido na realização de um
grande movimento religioso, não se esqueceu de investir em seu filho.
CONCLUSÃO:
Tanto Jairo, quanto Martinho Lutero, eram homens muito ocupados. Apesar
disso, investiram tempo ministrando a seus filhos.
Jairo, levando Jesus à sua filha.
Martinho Lutero, educando na fé.
A história destes homens são um grande desafio para
os pais de hoje.
Cada qual deve empenhar-se na formação plena de
seus filhos. Não só lhe sustentando materialmente, mas sobre tudo, investindo
em sua vida cristã.
Deus confiou os filhos, para que os pais os formem
da melhor maneira possível.
Querido papai, que você assuma a responsabilidade
sobre a vida religiosa de seu filho, seja de que idade for. Se mais velho,
Interceda. Se criança ou adolescente, eduque-o na lei do Senhor.
Neste
dia, homenageio a todos os pais, deixando-lhes uma palavra de desafio. Invistam
tempo no “Ministério Paterno”. Cuidem bem de seus filhos.
Hoje, 15.07.2012, no Culto Matutino da Igreja Metodista Central de Campinas eu preguei o SERMÃO abaixo. Aproveitei o ensejo do aniversário da cidade de Campinas (238 anos) para desafiar as ovelhas que estão sob minha responsabilidade a assumirem uma AÇÃO PASTORAL mais efetiva. Espero que esta mensagem possa edificá-lo/a. À Campinas-SP desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO, colocando-me como um presente, ou seja, oferecendo-me como instrumento de Deus para a construção de uma POLIS melhor. Desejo que a igreja contemporânea reconheça a importância de se preparar melhor para realização de uma PASTORAL URBANA. Que a igreja de Cristo entenda a importância de sua ação pastoral no mundo. Precisamos de Igrejas-Pastoras, muito mais do que Igrejas-Consumidoras.
Existem expressões que não
conseguimos compreender num primeiro momento, é necessário amadurecermos um pouco para, então,
compreendê-las. Uma delas, que também é nome de rua em muitas cidades, é “BOA
MORTE”. Sei que muitas pessoas estranham esta expressão, dizendo que se é morte
como pode ser boa. Teríamos várias possibilidades de respostas a esta
indagação, mas quero me ater neste breve texto a algo que estou experimentando juntamente
com meus familiares. Trata-se de preparar a partida de uma pessoa querida.
Sr. Vitor poucos dias antes de sofrer um AVC (2006)
Meu sogro, safenado, hipertenso, vítima
de dois AVC, acamado há seis anos e com várias limitações físicas foi internado
há uma semana, recebendo um diagnóstico médico de infecção generalizada e poucos
dias de vida. A família foi comunicada rapidamente e após amortecer o impacto
da notícia, começou a conversar sobre o tema. Por mais que seja comum e faça
parte do ciclo da vida, o tema “morte” nos assombra. Não queremos nos despedir
das pessoas com quem construímos nossa história, ainda que tenham ocorrido
percalços na caminhada.
Última festa de aniversário do
Sr. Vitor - nov de 2011
Nestes últimos dias tenho
confirmando a tese de que não existe família perfeita, ou seja, as famílias
apresentadas em “propaganda de margarina”. Nossas famílias são normais... temos
nossos contratempos... nossas diferenças... nossos erros e acertos. Meu sogro,
com seus 82 anos, provavelmente, apesar de ter realizado muitas coisas boas,
tenha cometido equívocos. Na tentativa de acertar, ele pode ter cometido alguns
erros. Por ser vítima da dependência do álcool, excedeu em algumas atitudes e
deixou a desejar em outras. Por ter um senso exagerado de responsabilidade por
sua primeira família (mãe e irmãs), penalizou sua esposa e filhos. Muitas
destas coisas podem ter causado feridas profundas na segunda família.
Enquanto inicio esta breve
reflexão (21.06.2012 às 17h), estou sozinho com ele aqui no quarto a menos de
um metro de distância de seu leito, atento a tudo que acontece. Tenho
conversado com ele, lido a Bíblia (salmos), cantado e acariciado. Sei que cada
um dos familiares, no momento em que estão sozinhos com ele, também aproveitam
para viver intensamente este tempo de profundo afeto. Durante a última semana temos
passado praticamente o dia todo em volta de seu leito no hospital. Houve
momentos em que estávamos em oito pessoas à sua volta, vivendo intensamente
este tempo e buscando dignificar e valorizar cada segundo de vida do sr. Vitor.
Fui interrompido por volta das
18h, quando escrevia esta parte do texto, com a entrada do médico responsável
que fez todos os exames clínicos e me disse: “Ele é forte! Está resistindo
muito, mas o quadro dele é gravíssimo. Ele não suportará muito tempo”. Após sua
saída eu não dei continuidade ao texto, pois já estavam chegando os outros
familiares. Retornei ao texto, hoje 23.06.2012 às 10h para concluí-lo.
Com a chegada dos outros, eu me
retirei do hospital às 19h. Às 19h30min minha esposa que estava no hospital me
telefonou, comunicando o falecimento do sr. Vitor. Segundo minha sogra, minha
esposa, sua irmã e meu concunhado que estavam no quarto naquele momento, ele
partiu de forma serena. Partiu ouvindo seus familiares conversarem com ele e
entre si. Partiu num ambiente mais humanizado que o do isolamento provocado
pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Partiu após ouvir muitas
palavras de carinho, muitos pedidos de perdão e muitas declarações de perdão.
Neste mesmo dia, pela manhã, meu concunhado, Sebastião, o havia barbeado e
levado um barbeiro para cortar seu cabelo. Seu semblante estava muito bonito,
apesar do sofrimento causado pela insuficiência pulmonar e o estado febril por
causa da infecção generalizada. Após este período de cuidados e higiene, ele
foi acompanhado por minha esposa. Segundo ela, aproveitou para conversar
bastante com ele e entoar algumas canções. Minha sogra a substituiu e passou um
tempo conversando com ele e depois orando a seu favor. Eu fiquei um período no
quarto e pude presenciar isso, inclusive registrando fotograficamente.
D. Lourdes orando pelo sr. Vitor
poucas horas antes de sua partida
Na minha percepção, o sr. Vitor
que passava muito tempo sentado num sofá, sozinho, assistindo televisão, partiu
rodeado por seus familiares, num ambiente fraterno marcado pelo amor e perdão.
Afirmo que, na minha opinião, meu sogro teve uma “BOA MORTE”. No momento de sua
partida ele estava ao lado de seus familiares. Numa linguagem figurativa, posso
dizer que ao atravessar o rio que nos separa da eternidade, o sr. Vitor foi de
mãos dadas com seus familiares.
D. Lourdes conversando com o sr. Vitor
poucas horas antes de sua partida
Procuramos conduzi-lo nessa última jornada de
forma digna e amável. Porém, quando
chegamos ao limite terreno deste rio, ele pode segurar nas mãos carinhosa e
acolhedora de Deus. Ele descansou de sua longa jornada de forma digna e
humanizada, apesar dos limites que sua enfermidade lhe impôs.
Aproveito esta reflexão para
fazer duas breves homenagens, que acredito ser expressão também dos filhos,
genros, nora e netos:
À D. Lourdes, minha sogra, que
heroicamente cuidou dele nestes últimos anos. Sua dedicação, seu cuidado, seu
altruísmo deu qualidade de vida ao seu marido diante de tantos limites impostos
por suas enfermidades. Parabéns por tudo que a senhora fez. Que o Senhor a
console e conforte neste novo tempo de caminhada.
Ao tio Vanil, irmão da D.
Lourdes, que incansável e bem humoradamente deu banho, locomoveu e promoveu
momentos de dignidade ao Sr. Vitor nestes anos de limitação física. Que o Deus
dos céus lhe retribua em saúde e bênçãos.
Ainda que tenha acompanhado
muitos pacientes terminais, inclusive colocando em prática minhas leituras
sobre o tema, posso afirmar que a experiência como familiar é outra. Nesta, eu
não era o reverendo que estava prestando acompanhamento pastoral, mas sim o
Paulinho, genro do sr. Vitor. Um membro da família que sofria igualmente com os
outros os passos dessa jornada. Hoje, posso testemunhar que amadureci ainda
mais minha compreensão sobre a expressão “BOA MORTE”. Preparar a partida de
alguém, permitindo que seja uma boa despedida, apesar da dor é uma importante
missão. Ajudar nossos queridos nesta passagem, dignificando-os e auxiliando-os
é uma ação nobre e humanizadora. Precisamos ajudar as pessoas a viver
plenamente até darem o último suspiro... até dizerem seu último adeus. Que
possamos ajudar pessoas a morrerem dignamente, assim como defendemos a ideia de
viverem dignamente. A processo de partida do meu sogro me levou a refletir
sobre o tema BOA MORTE. Espero que este breve relato, seja testemunho de bênção
para minha família e para os leitores.
Após oito anos pastoreando a
Catedral Metodista de Piracicaba (CMP), fui nomeado no último Concílio Regional
para a Igreja Metodista Central de Campinas (IMCC). Sou grato ao Senhor que me
alimentou e sustentou durante este tempo; aos Bispos João Alves de Oliveira
Filho e Adonias Pereira do Lago que me lideraram e pastorearam na unção do
Espírito Santo; e às minhas ovelhas da Catedral que me deixaram pastoreá-las e
em outros momentos me pastorearam. Louvado seja o nome do Senhor!
Com alegria, disposição e ânimo
estou assumindo o rebanho da IMCC. No próximo domingo (05.02) no período da
manhã, celebraremos o culto de acolhida do pastor, momento em que serei
empossado como pastor titular da igreja. Aproveito este momento, para convidar
todos os amigos/as e irmãos/ãs, para participarem desta solenidade celebrativa,
pois se trata de culto ao Senhor, porém este composto de compromisso entre
pastor e ovelhas.
Quero ser uma bênção na vida das
pessoas que Deus me confiou, se você se sente uma delas, venha celebrar com
alegria e assumir seu compromisso com o Reino Eterno.
05.02.2012 – 09h00min – Igreja Metodista
Central de Campinas
Nos últimos dias
o que mais ouvimos foram votos de prosperidade para o novo ano. Mesmo pessoas
que não nos conheciam desejaram-nos um feliz e próspero ano novo. O tema da
prosperidade parece estar em muita evidência nesta época do ano. Provavelmente a
música que será mais cantada nas festas de Reveillon hoje será de Francisco Alves e David Nasser, gravada por João Dias em 1951, que diz:
Adeus ano
velho,
Feliz Ano
Novo.
Que tudo
se realize
No ano
que vai nascer.
Muito
dinheiro no bolso,
Saúde pra
dar e vender.
Apregoa-se a
idéia de que ter bens materiais e saúde é prova de prosperidade. Inclusive
algumas igrejas estão impregnadas de teologias baseadas nestes valores. Ao
estudarmos a Bíblia, vemos que a verdadeira prosperidade só pode vir de Deus.
Vemos principalmente que ser próspero é
muito mais que ter dinheiro no bolso e boa saúde. Se este for o padrão de
avaliação, muitos personagens bíblicos não passariam no teste.
Se quisermos
experimentar a prosperidade de Deus, temos que nos basear em sua Palavra.
Dentre os vários textos possíveis para se refletir sobre o assunto, utilizo o
de Josué 1.1-9. Dele destaco três pontos importantes para que experimentemos a
prosperidade que vem de Deus segundo as palavras dirigidas a Josué: 1º)
Obedecer às ordenanças (segue tudo quanto meu servo Moisés te ordenou); 2º)
Falar das ordenanças (não cesses de falar deste livro); 3º) Meditar nas
ordenanças (medita dia e noite nas palavras desta lei).
Desejo que todos
tenham um 2012 verdadeiramente próspero. Uma prosperidade que vem de Deus. Uma
prosperidade abençoada e abençoadora. Feliz 2012!!!
Domingo, 18 de dezembro, a Catedral Metodista de Piracicaba realizou um culto em ação de graças por meu ministério pastoral frente a comunidade local, como uma forma de despedida. Dentre as várias homenagens o irmão Gustavo Alvim ficou responsável por representar a Catedral como um todo. Suas palavras foram gravadas e também podem ser lidas no texto abaixo. Senti-me grandemente honrado pelas palavras do nosso irmão e louvo a Deus pela oportunidade de ter convivido com este rebanho e por ele ser pastoreado em tempos difíceis. LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR!
TEXTO NA ÍNTEGRA:
HOMENAGEM AO PASTOR PAULO DIAS NOGUEIRA
E FAMÍLIA
Nossa vida é feita de ciclos; que se sucedem; que se
sobrepõem. Uns mais longos, outros mais curtos. Alguns mais agradáveis, que
deixam saudade, outros mais complicados, que desejamos esquecer. Há os recorrentes
e os que nunca mais voltam. Assim é a vida. Hoje a família Nogueira encerra um
ciclo vivido em
Piracicaba. Por sua vez, nós, membros e participantes desta
igreja, também sentimos o findar de um inesquecível ciclo sob o pastoreio do
Rev. Paulo.
O encerramento desse ciclo foi devido à itinerância, prática
usual na Igreja Metodista, que corresponde à transferência eventual de pastores
e pastoras. Essa efemeridade dos clérigos nas igrejas faz parte da tradição e
da identidade metodista. Itinerância vem de “iter”, que significa caminho; daí
itinerário e itinerância. Itinerante é alguém que viaja, que caminha, que se
desloca. Jesus Cristo, os discípulos e os apóstolos foram itinerantes. John
Wesley foi itinerante, algo que ele praticava e estimulava. Por isso, os
Cânones, ou seja a legislação interna da Igreja Metodista estabelecem como
dever do pastor “aceitar a itinerância”.
Como tudo na vida, a itinerância apresenta vantagens e
desvantagens. Não é o caso de abordá-las
agora. Felizmente, essa prática tem sofrido alterações para adequá-la às
transformações sociais, econômicas, eclesiásticas, familiares e tantas outras mudanças
dos dias atuais. Por meio de avaliações busca-se conhecer e sopesar diferentes
aspectos e interesses, sejam do pastor, da sua família, da igreja local, da
igreja regional, para que as nomeações correspondam às necessidades, aos apelos
da Missão e aos desígnios de Deus. Sabemos que os pastores e as pastoras metodistas estão sujeitos a essas transferências
de tempos em tempos, porém, mesmo assim, quando elas acontecem há emoção e comoção,
que provocam os mais variados tipos de reações. E não poderia se diferente, afinal
é sempre uma separação do pastor ou da pastora e seu rebanho, depois de um
período de estreita convivência, que propicia o enraizamento de amizades e o
florescimento do amor. A notícia da transferência quando chega, geralmente desestabiliza
irmãs e irmãos, causando revolta e lágrimas, bem como prenúncios de saudade.
Tem sido assim, aqui em nossa igreja. A extensa galeria
de ex-pastores, cujos retratos estavam no salão, ora em reforma, nos lembra
essa realidade vivida muitas vezes, durante os 130 anos de sua existência. E
certamente continuará sendo assim no futuro. O importante é recebermos esse
fato como desígnio de Deus. Afinal, Ele é o Senhor de todos nós. Ele nos ama e
quer o melhor para os Seus filhos. Não é fácil pensar dessa maneira, contudo a
fé tem de nos levar à crença de que as nomeações são feitas para o avanço da
Missão, conforme os planos divinos.
É com essa realidade que estamos nos confrontando
agora. Tivemos, na Catedral, maravilhosos oito anos de muitas bênçãos sob o
pastoreio do Revº. Paulo. Muita coisa boa aconteceu nesse ciclo. Foi tempo de
bênçãos e dádivas. Momentos importantes e marcantes para nós, suas ovelhas, e
para a família Nogueira, vividos neste lugar. Alegrias, vitórias e momentos
difíceis da vida do casal e filha foram partilhados com a Igreja. Trazemos à
memória alguns deles, como o longo período de orações fervorosas das irmãs e
irmãos, durante talvez uns três anos, com pedidos a Deus para que a Valéria
engravidasse. O gol não saía, mas a torcida foi fiel, até podermos comemorar
juntos a vitória. E quando ela veio, a graciosa Beatriz passou a receber a
atenção e o carinho de todos nós. Estendemos-lhes o nosso amor e nos alegramos
com o verdadeiro milagre.
Igualmente, sofremos juntos, ajoelhados diante de
Deus, clamando por Sua misericórdia, durante os dias da grave enfermidade do
pastor Paulo, que nos deu um grande susto. Deus foi bondoso para com ele e para
conosco, restabelecendo-lhe a saúde para o regozijo de toda a Igreja.
Acompanhamos também os esforços da Valéria e do pastor
Paulo, na busca de mais conhecimento e titulação acadêmica, relevantes para a
formação de ambos, com vistas a melhor servir o Senhor. Igualmente, nos
alegramo-nos com essas vitórias, fruto da dedicação de ambos aos estudos e do
desejo de se manterem atualizados.
A presença freqüente do pastor Paulo nas reuniões de
oração das mulheres de nossa Igreja foi algo inestimável para a consolidação
dessa atividade que cresceu de maneira vigorosa a partir de sua chegada a
Piracicaba. Suas reflexões, seus ensinamentos e a música acompanhada ao vilão foram
motivos para a presença crescente e constante de grande número delas.
Não pode se esquecido, o seu entusiasmo durante o
restauro do templo, fruto de sua preocupação com a preservação do patrimônio
histórico. Em contrapartida, foi igualmente relevante sua atuação ao enfrentar
o desafio de conseguir a anulação do tombamento de imóveis da Igreja, que havia sido feito sem critérios técnicos e
históricos e que estava prejudicando a nossa Igreja. São fatos que merecem
registro.
Outra marca que fica nessa comunidade é a realização
do “Templo de Portas Abertas”, durante a semana santa, nas manhãs, em jejum,
seguida de um lauto café da manhã. A participação do pastor Paulo nas visitas
da Sociedade de Mulheres ao Lar Betel, pregando, orando, cantando, conversando
e brincando com os idosos, ali moradores, não será esquecida. E ainda a sua
presença nas festas, saraus e, destaque especial, aos “almoços e jantares da
travessinha”.
Também o cuidado com a circulação regular do boletim,
o capricho na liturgia, com destaque para os batizados de crianças são dignos
de nota. A acolhida dada a atividades
musicais, nos cultos, com a presença de orquestras e corais de excelente nível,
reveladora de sua preocupação com o desenvolvimento cultural de seu aprisco, chamou
a atenção até mesmo da cidade.
O uso de moderna tecnologia em nossos cultos, a criação
do "grupo de oração online", a exposição de seu blog, os registros
fotográficos em profusão (frutos dos cuidados iconográficos de um historiador)
são outras ações a serem referidas. O uso do “power-point” tornou mais
interessante, mais atrativa, mais inteligível, mais moderna a apresentação,
pelo pastor Paulo, dos seus sermões inspiradores e bem cuidados, projetados em
cores, sempre didáticos, com “o texto e o contexto, a mensagem e as aplicações
pastorais”. De graça e de carona, tivemos também aulas de homilética (que pode
ser entendida como a arte de pregar sermões), sem dúvida resquício de sua forte
vocação acadêmica e docente. (Quando pensava nos recursos da informática,
ocorreu-me uma idéia sugestiva: não seria o caso de tê-lo como “pastor
virtual”?)
São muitas as marcas; não há tempo para registrar
todas, mas não podemos deixar sem menção os seus bordões famosos: “seja o
primeiro ato de nosso culto”; “saímos de nossas casas, viemos a este templo,
para cultuar a Deus”; e no final dos mesmos, “a congregação pode se assentar,
fazer sua oração pessoal e ouvir o prelúdio; eu estarei à porta para
cumprimentá-los”. E ainda o indefectível: “amém e amém”. Deixarão saudades!
Indubitavelmente,
sua consagração, seu amor ao Evangelho e ao seu rebanho, seu apego à
preservação de valores wesleyanos, sua liderança, sua solidariedade, sua amizade,
seu cuidado e zelo para conosco, sua alegria, seu sorriso, seu entusiasmo, seu
bom humor, sua disposição, seus abraços, seu carinho para com as crianças e os
jovens, suas orações, seus aconselhamentos, sua presença em momentos de dor e
sofrimento bem como em situações de crise, suas palavras de consolo e tantas
outras virtudes deixarão marcas indeléveis. Felizmente,
vocês continuarão bem perto. Mas a saudade, que se
instala em nósjá está apertando nossos
corações. Desejamos-lhe, Valéria e Beatriz, as mais copiosas e ricas bênçãos
para suas vidas. E ao senhor, Rev. Paulo, também auguramos bênçãos para sua
vida ministerial. Que, como servo fiel, o senhor continuesob a proteção divina, inspirado pelo Espírito Santo
e guiado pela sabedoria que vem de Deus, na caminhada da inefável Missão.
Somos gratíssimos a Deus pela vida de vocês e por Ele
nos ter mandado para a nossa Igreja, deixando-os conosco durante oito anos, que
passaram tão depressa. Queremos que nos visitem sempre que puderem. Aqui serão
sempre recebidos de braços abertos e corações alegres. Fica a saudade, mas é bom dizer, a presença
da saudade só e possível onde antes houve amor. Ciclos costumar voltar, vamos
torcer para que isso aconteça. Contem com nosso amor e com nossas orações.
(Cultos
matutino e vespertino de 18/12/2011 – Catedral Metodista de Piracicaba –
Gustavo Jacques Dias Alvim)
Albert Willard Ream, missionário metodista, foi professor, escritor, compositor, autor de
várias obras relacionadas à música na Igreja.
Nasceu em Cleveland, Ohio, EUA, em 12 de julho de 1913. Chegou ao Brasil em 1937 e trabalhou na
Igreja Metodista do Brasil em Juiz de Fora, MG, em Piracicaba, SP como Regente
do Coro, na igreja Metodista Central em São Paulo e criou a Escola de Música
Sacra no Colégio Bennett no Rio de Janeiro.
Também em Buenos Aires, Argentina, onde permaneceu por três anos,
estabeleceu uma escola de
música sacra na Facultad de Teologia. Em seu retorno aos EUA em 1957, passou a
ensinar na Florida Southern
College ‑ FSC, onde formou um coro de sinos manuais que viajava por todo Estado
de Flórida para representar a FSC.
Faleceu em 22 de abril de 1996.
Segundo Sandra Ream, filha de
Albert W. Ream, depois de completar os estudos fundamentais, Ream estudou
música no...
Tenho participado de algumas reuniões com o
maestro Umberto Cantoni e presenciado seu entusiasmo na preparação da Cantata “O
Esperado das Nações”. Como tenho acompanhado ele e sua esposa, Vera Quintanilha
Cantoni, nos últimos anos não tenho medo em afirmar que este trabalho o
empolgou tanto que ele rejuvenesceu. Como tem sido bom vê-lo revigorado,
vibrante e animado. Este homem respira música. Aproveito o ensejo para
partilhar uma breve biografia deste irmão amado, a quem tenho pastoreado com
carinho. Maestro Cantoni tem uma linda história de dedicação e compromisso com
a música sacra. Veja sua história...
BREVE BIOGRAFIA
Mário Cantoni, jovemdescendente de italianos, instrumentista e amante
de música, passando emfrente à IgrejaMetodista de Franca,
SP, ouviu vozes cantando comalegria e entusiasmo lindas melodiasque tocaram seucoração.Comovido, entrou na igreja,
converteu-se e trouxe toda a suafamília.Algunsanosdepois,
o Coro da IgrejaMetodistaCentral
de São Paulo veio
a Francacantar
na igreja.Durante
os cânticos do Coroumadolescente
de treze anos, estudante,
filho de Mário, observava tudocom a maioratenção:
A Cantata “O Esperado das Nações” é composição de
Albert Willard Ream em 1943 com letra de Isaac Nicolau Salum. A primeira
audição dessa Cantata aconteceu em 19 de dezembro de 1943, na Igreja Metodista
Central em São Paulo, SP.
“O Esperado das Nações” também faz parte do
repertório do Coral Evangélico de São Paulo que, em 1958, a apresentou com
regência do Maestro Umberto Cantoni.
Esta cantata reveste-se de grande significado
para o povo metodista em Piracicaba, pois o Maestro, missionário metodista e professor
Albert Willard Ream juntamente com sua esposa, Ethel Dawsey Ream, foram
regentes do Coral Rev. James William Koger em 1938-39.